Candidato em 2018 é Lula, diz Mercadante

Petista histórico, o ministro viu sua carreira no Executivo decolar no primeiro mandato de Dilma, apesar de não ter alçado voos nos governos de Lula (2003-2010)

iG Minas Gerais |

Mercadante diz que presidência do país está fora dos seus planos
Valter Campanato / Agência Bras
Mercadante diz que presidência do país está fora dos seus planos

Brasília. Considerado o “primeiro-ministro” da presidente Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante (Casa Civil) afastou a possibilidade de ser candidato à sucessão da chefe e disse em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo” que o PT “só tem uma referência para 2018”: o ex-presidente Lula. “Ele é o meu candidato, sempre foi. Não tem essa discussão no PT. Quem está no coração da militância do PT é o Lula. Eu não tenho essa pretensão e não está no meu horizonte”, afirmou o ministro.

Dirigentes petistas apostam nos bastidores que Mercadante usará a Casa Civil para pavimentar sua candidatura ao Planalto. Mas ele diz ter outros planos. “Já estou chegando numa fase da vida em que dediquei tudo que podia para fazer o melhor para vida pública e para o país. Serei avô pela segunda vez na próxima semana. Quero ter a chance de viver com meus netos o tempo que não pude viver com meus filhos”, disse Mercadante, que fará 61 anos em maio.

Petista histórico, o ministro viu sua carreira no Executivo decolar no primeiro mandato de Dilma, apesar de não ter alçado voos nos governos de Lula (2003-2010).

Mercadante, no entanto, nega os boatos de que estaria com relações estremecidas com o ex-presidente, como todo o petismo reconhece, e que Lula o teria tratado friamente na posse de Dilma na última quinta-feira. “Não existe isso, ele me deu um abraço fantástico”.

Para um dos auxiliares mais próximos de Dilma, o ministro ganhou protagonismo no governo por ter um estilo semelhante ao da presidente quando ela era ministra de Lula, de obediência e lealdade. Mas o estilo de Mercadante conduzir a relação da Casa Civil com outras instâncias é criticado por parlamentares, colegas de Esplanada e assessores. Entre as características citadas estão vaidade e arrogância. O ministro releva as críticas. “Cada um vê o outro do jeito que vê. É da vida”.

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