Presidente da Venezuela vai à China por apoio contra queda do Petróleo

"Farei um giro pontual, vou à China à convite do presidente Xi Jinping, para trabalhar em projetos de caráter econômico, financeiro, energético, tecnológico, educacional, para o desenvolvimento integral", anunciou

iG Minas Gerais | AFP |

Maduro repudia projeto dos Estados Unidos de sanções a funcionários venezuelanos
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Maduro repudia projeto dos Estados Unidos de sanções a funcionários venezuelanos

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou que viajará na noite deste domingo à China em busca de apoio financeiro ante a queda dos preços do petróleo, em um giro que também o levará a países membros da Opep.

"Farei um giro pontual, vou à China à convite do presidente Xi Jinping, para trabalhar em projetos de caráter econômico, financeiro, energético, tecnológico, educacional, para o desenvolvimento integral", anunciou Maduro no palácio presidencial de Miraflores, em um pronunciamento à nação.

"Partirei em um giro muito importante (...) para enfrentar os novos projetos nas circunstâncias que envolvem nossa pátria, de redução da receita devido à queda estrondosa dos preços do petróleo", comentou o presidente.

Durante a viagem, ele participará da reunião de cúpula China-Celac, em 8 e 9 de janeiro.

O preço do petróleo venezuelano caiu mais de 50% desde junho de 2014, sendo negociado a 46,97 dólares no fechamento de dezembro, o que reduz drasticamente a receita do país, que depende 96% das exportações petroleiras.

A queda do óleo cru começou quando a economia venezuelana, atualmente em recessão, já enfrentava dois trimestres de contração. A isto se soma o auge inflacionário, que o governo calcula em 64% para todo o ano de 2014, e a falta de um em cada quatro produtos da cesta básica.

O herdeiro político do presidente falecido Hugo Chávez informou que visitará "vários países da Opep, com o objetivo de continuar empreendendo esforços no mais alto nível para uma estratégia de recuperação dos preços do petróleo", sem especificar por que nações passará, nem em que data.

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