Lingerie Potti Romã cresce com a ação de revendedoras

Empresa com fábrica em Belo Horizonte produz 4.200 peças por mês entre calcinhas e sutiãs

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Criação. Dona da marca, Luiza Borges idealiza as peças e quis criar uma conexão entre as cores da praia e os próprios acabamentos
FERNANDA CARVALHO
Criação. Dona da marca, Luiza Borges idealiza as peças e quis criar uma conexão entre as cores da praia e os próprios acabamentos

Para a Potti Romã, marca de lingerie mineira, cliente é chamada de “colecionadora” e revendedora recebe o nome de “flor”. “Tem cliente que diz que coleciona a Potti como se colecionasse papel de carta”, conta a proprietária e estilista Luiza Borges, 25. Muito além dessa nomeação, a lingerie virou um negócio de 4.200 peças produzidas por mês – entre sutiãs e calcinhas – na fábrica do bairro São Lucas, em Belo Horizonte. E a meta para o fim de 2015 é chegar a 8.000 peças/mês.

Mercado tem para isso, já que até janeiro de 2014 a produção era de 2.000 peças mensais. Em média, duas novas revendedoras procuram a Potti Romã por dia, mas o funil da seleção é rígido, e Luiza aceita somente uma nova revendedora por mês. “Nós só trabalhamos com exclusividade da marca”, justifica a empresária, diante de uma maleta e as Pottis com essências perfumadas que devem ser armazenadas nela. Para se tornar uma revendedora, ou flor de Potti, como Luiza gosta de chamá-las, é preciso investir R$ 3.200 para ter direito a 120 peças entre calcinhas e sutiãs. “Trabalhamos com três tipos de margens de lucro que ela vai ter”, explica. De acordo com o volume de peças que a revendedora compra da Potti Romã, ela tem uma tabela específica. “O nosso interesse é ter uma pessoa que dê frutos e fique por muito tempo com a gente”, diz Luiza, que tem 30 revendedoras ativas. Mas o maior problema da marca é a produção. “Eu não tenho mão de obra. O mercado está escasso. É uma luta diária”, conta Luiza. A empresária já tentou ensinar costura a meninas da Vila Cafezal, aglomerado próximo à fabrica, mas sem sucesso. “Hoje, a costura é um tipo de trabalho que está em declínio. Tanto que as costureiras que eu tenho estão na faixa dos 45 anos”, diz Luiza, referindo-se à equipe de 12 pessoas. Com presença em nove Estados, a Potti Romã tem clientes de 15 a 90 anos, com tíquete médio que varia de três a 12 peças. O diferencial da marca, de acordo com Luiza, é a variedade. São nove modelos de calcinha – e cada uma tem um nome de pimenta – e outros sete modelos de sutiãs com nomes de chocolates. “É a característica de cada pimenta e cada chocolate, é um designer para um perfil de mulher”, explica Luiza.

Origem Nome. Foi depois de um sonho que Luiza Borges escolheu o nome Potti Romã para a empresa. “Potti” significa “força” na língua indígena, e romã é uma fruta ligada à fertilidade da mulher.

Ideia de abrir o negócio surgiu depois de morar fora do Brasil No lugar do elástico da lingerie, entra a renda de poliamida com elastano, e o forro das peças Potti Romã é 100% algodão. “E a parte que não é feita de renda nem de algodão tem uma variedade de mais de dez tipos de tecido que podem ser usados e que vêm da moda praia”, explica a proprietária da Potti Romã, Luiza Borges. A inspiração da moda praia é baseada no convívio com a mãe, Cila, que tem há 40 anos a confecção de biquínis, de mesmo nome. “Eu nasci nesse meio, sempre tive vontade de ter o meu próprio negócio e sempre gostei do segmento de roupa”, conta Luiza. Mas foi depois de morar fora do Brasil que ela decidiu abrir o negócio, em 2011. “No Brasil é difícil encontrar uma marca que alia charme e conforto. E eu queria trabalhar com estampas, cor e peças diversificadas”, conclui.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave