Respeitado e querido, Milagres é o pilar do time americano na Copa SP

Bravo e intenso na beira do campo, treinador da equipe júnior do Coelho exerce papel de pai com os garotos

iG Minas Gerais | LOHANNA LIMA |

Ídolo da torcida, ex-goleiro e atual técnico dos juniores diz que time é competitivo
AFC/CARLOS CRUZ/DIVULGAÇÃO
Ídolo da torcida, ex-goleiro e atual técnico dos juniores diz que time é competitivo

Quem vê Marco Antônio Milagres esbravejando à beira do campo pode até pensar que ele faz parte do time de técnicos rudes tão populares por aí. Entretanto, quando o juiz apita e a partida acaba, o verdadeiro Milagres aparece. Sorridente e bom de papo, o treinador da equipe Sub-20 do América demonstra serenidade e paciência ao falar do dia a dia à frente da categoria de base.

“Eu sempre falo com os garotos que tenho um filho mais velho que eles. Nós, técnicos, temos que educar com veemência e ser incisivos quando tivermos que ser, mas também temos que saber a hora de passar a mão na cabeça, saber a hora do afago”, conta o técnico. 

Para os meninos, o jeito durão de Milagres faz parte do crescimento profissional e pessoal. “É um profissional de excelente qualidade, nos cobra sempre para conseguirmos o nosso melhor. Tem essa cobrança diária, mas ele também sempre nos dá muito apoio e tranquilidade para fazermos o nosso melhor”, enfatiza o atacante Guilherme. 

“O Milagres é excelente, como pessoa e como profissional. Ele está certo mesmo de ter essa vontade de ganhar que ele tem. Tem que existir essa cobrança dele pra gente tentar sempre melhorar”, completa o volante Christian.

Revelado pelo Flamengo no final da década de 80, Milagres construiu sua carreira no futebol como goleiro. Em 1991, ele se transferiu para o América, onde atuou por dez anos. Passou ainda por Santa Cruz e Atlético até encerrar a carreira em, 2003, no Uberaba. Como treinador, começou na Juventus-MG, em 2005, e assumiu o Sub-20 do Coelho em 2011, quando conquistou o Campeonato Brasileiro da categoria.

Mesmo sem atuar na linha, o técnico garante ter adquirido algumas habilidades durante a carreira.

“Quando tenho que pontuar algo para o atleta, eu gosto de mostrar na prática. Apesar de ter sido goleiro, eu tive o privilégio de trabalhar com o Zico, com Andrade, com o Tita. Sempre fui muito curioso e já vislumbrava continuar no futebol quando terminasse a carreira. Então, modéstia à parte, eu sei chutar com a perna esquerda, com a perna direita, e sei cabecear”, diverte-se Milagres.

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