Um ano após morte de Mariana, amigos fazem oração no clube Jaraguá

Ela tinha 8 anos quando morreu afogada após ficar presa em um ralo de sucção de uma piscina do clube

iG Minas Gerais | Jhonny Cazetta |

Oração em homenagem ao um ano da morte de Mariana Rabelo Oliveira
Marcio Sabino / Divulgação
Oração em homenagem ao um ano da morte de Mariana Rabelo Oliveira

Cerca de 50 amigos da família da pequena Mariana Rabelo Oliveira realizaram neste sábado (3) uma oração em homenagem ao um ano da morte da menina, no clube Jaraguá, na região da Pampulha. Ela tinha 8 anos quando morreu afogada após ficar presa em um ralo de sucção de uma piscina do clube.

De acordo com o organizador do evento, o empresário Marcio Sabino, 50, o objetivo da oração foi o de trazer solidariedade à família da garota e também não deixar o acontecimento cair no esquecimento. "A nossa intenção é mostrar para a família dela que estamos juntos com eles e não vamos deixar essa tragédia ser esquecida. Até porque, um fato desse não pode acontecer novamente", contou ele.

De acordo com outro amigo da família da garota, o representante comercial Hélio Henrique, 56, a oração foi um momento de muita emoção. "A gente rezou por ela e todo mundo se emocionou. A música do clube também foi retirada, para termos mais silêncio. Esperamos que algo como esse não volte a acontecer mais neste clube e em nenhum outro", disse.

Nenhum familiar da menina esteve no evento. Os pais e a irmã dela estão em viagem ao Nordeste. Em entrevista ao jornal O TEMPO, o pai dela, Marco Aurélio de Oliveira, disse que a família tem realizado várias viagens para tentar diminuir a dor da perda. "Nós três nos unimos. A gente se propôs a fazer diferente. E é como minha outra filha postou uma vez no Facebook – é preciso se manter em pé", contou. CLIQUE AQUI para ler a entrevista.

FOTO: GUSTAVO BAXTER/ O TEMPO Pai de Mariana disse que sua missão agora é cuidar de filha mais velha

Procurada, a atual direção do clube não se posicionou sobre a oração e também não permitiu a entrada da imprensa no local. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o engenheiro responsável pelo clube por homicídio com dolo eventual e o processo da morte de Mariana ainda está em andamento.

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