Talentos cultivados

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“Quase sempre a ideia parte de um material, que retiramos do contexto em que normalmente está inserido para criar uma peça de apelo estético”
Tiago Nunes / Divulgação
“Quase sempre a ideia parte de um material, que retiramos do contexto em que normalmente está inserido para criar uma peça de apelo estético”

Ainda na faculdade de design de produto, na Fumec, Bárbara Meirelles, Diego Garavinni e Mikael Dutra viram que suas ideias poderiam render um negócio. Depois de formados, por dois anos, bolaram o estúdio criativo Cultivado em Casa, que em março lançou sua primeira linha, com cinco peças de mobiliário. Inusitadas e impactantes, as criações têm dado o que falar.

Por que o nome Cultivado em Casa?

Primeiro, porque todo o processo de planejamento, criação e execução se dá em casas residenciais – nosso escritório e as oficinas nas quais terceirizamos alguns serviços de fabricação. E também porque quem adquirir as peças estará “cultivando” nosso trabalho em casa. As peças impressionam, sobretudo pelo uso dos materiais – como a poltrona Super Jardim, feita com estrutura de aço inox e 200 metros de mangueira. Como se dá o processo criativo? O que inspira?

A inspiração vem da observação e questionamentos cotidianos. Experimentamos materiais e conceitos, nos comunicamos através do design. Quase sempre a ideia parte de um material, que retiramos do contexto em que normalmente está inserido para criar uma peça de apelo estético. O mineiro tem fama de tradicional, careta; desconfia do novo. Acham que o nosso mercado está preparado para móveis assim?

Realmente, tivemos uma abertura maior no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde fomos muito bem recebidos. Mas como esse mercado ainda é novo no Brasil, é difícil definir um público alvo. Quem admira nosso trabalho quer novidade, valoriza o design exclusivo, autoral. E como disse a sócia-fundadora da ArtRio, Brenda Valansi (considerada uma das dez mulheres mais influentes no atual mercado de arte): “Os colecionadores de arte estão cada vez mais linkados ao design. Quando se tem peças de arte exclusivas na sua casa, um sofá qualquer, uma cadeira qualquer não fazem mais sentido. Então esse público acaba se tornando também colecionador de design”. Há menos de um ano no mercado, vocês já foram apontados como representantes de peso da nova safra de designers do Brasil. Qual o maior elogio que receberam?

Justamente a receptividade que tivemos, tanto do público quanto da mídia (eles ganharam as páginas de grandes revistas de design e arquitetura do país, como “Wish Casa”, “Casa & Jardim”, “Kaza”, “Casa Cláudia”, “Casa Vogue” e “Habitat”). Por onde mais a Cultivado brilhou?

No último ano, participamos do Circuito de Design – DMAIS, em Belo Horizonte; da IDA (feira de design dentro da Art Rio, uma das maiores feiras de arte a América Latina), através do Espaço 670, daqui de BH; e, recentemente, da MADE (Mercado de Arte e Design), em São Paulo, e da Casa Cor Minas, com peças na Sala Galeria do coletivo Fósforo. E o que vem por aí?

Pretendemos lançar novas peças e ir além, encarando outras frentes. Também recebemos convites para expormos em Milão, durante o Salão do Móvel. 2015 promete!

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