Engenheiro de clube responde por homicídio

O pai acompanha todo o caso e não queria que fosse necessário a morte da filha para que algo fosse feito em relação à segurança nas piscinas

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Além das tentativas de sobreviver após um ano da morte da filha, Marco Aurélio de Oliveira ainda se angustia ao acompanhar na Justiça o processo da filha. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o engenheiro responsável pelo clube por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), mas a juíza responsável não acatou o pedido e encaminhou o processo para a Justiça comum como homicídio culposo (sem intenção de matar).  

A sentença foi dada pela juíza Célia Ribeiro de Vasconcelos em 7 de novembro do ano passado, e, no mesmo mês, o Ministério Público recorreu da decisão. O processo ainda está em andamento, e o recurso foi enviado para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A juíza foi procurada, sem sucesso.

Oliveira afirma que ainda acredita na Justiça e, por isso, luta por uma responsabilização. Segundo ele, o que ele pode fazer é lutar para que os órgãos responsáveis não se sintam confortáveis com essa decisão. O pai acompanha todo o caso e não queria que fosse necessário a morte da filha para que algo fosse feito em relação à segurança nas piscinas.

“Precisava apenas de cuidado. Depois do acidente da Mariana, as pessoas começaram a se atentar para a prevenção. Foram feitas diversas revisões em piscinas. Mas eu não queria que fosse preciso algo assim acontecer”, afirma. 

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