Ciclovias abaixo do esperado

Previsão era terminar o ano com 100 km de rotas na capital, mas 70,4 km foram concretizados

iG Minas Gerais | Luciene Câmara / Luiza Muzzi |

Andamento. Ciclista diz que avanços foram feitos, mas que a cidade ainda tem potencial a ser explorado
Pedro Gontijo - 15.11.2013
Andamento. Ciclista diz que avanços foram feitos, mas que a cidade ainda tem potencial a ser explorado

O ano de 2014 terminou sem que a promessa de implantação de 100 km de rotas cicloviárias em Belo Horizonte se tornasse uma realidade. Após fechar 2013 com 59,23 km de ciclovias implantadas, a previsão da prefeitura era concluir, até dezembro último, pelo menos mais 40 km de rotas. No entanto, ao contrário do prometido, apenas 11,19 km saíram do papel.

O resultado é que 2015 começa com um atraso de quase 30 km de ciclovias – dos 100 km prometidos, Belo Horizonte tem hoje 70,42 km. “O ritmo ainda é lento, e além da questão da construção, sempre pedimos à prefeitura a realização de campanhas educativas de respeito ao ciclista e a manutenção e sinalização das ciclovias já existentes”, pondera Vinícius Mundim, voluntário da Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte – BH em Ciclo. “Belo Horizonte está avançando em ciclovias, mas ainda tem muita coisa com potencial para melhorar”, ressalta o ciclista. Expansão. Entre as rotas cicloviárias pendentes, 19,17 km estão em implantação, sendo 4 km na avenida Dom Pedro I, 4,32 km na avenida Olinto Meireles e 10,85 km em vias do Barreiro e de Venda Nova, que foram licitados pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com recursos do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird). Já os 11,19 km entregues pelo Executivo incluem os trechos das avenidas Paraná e Santos Dumont, na região Centro-Sul – próximos às estações do Move, além de outros trajetos nas regiões Noroeste, Oeste, Venda Nova e Pampulha. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou, em nota, que pretende completar os 100 km de ciclovias em fevereiro deste ano. “O atraso de dois meses ocorreu em função de procedimentos administrativos para renovação do contrato de implantação de ciclovias, o que foi superado em 25 de novembro. Assim, novas ordens de serviço já foram repassadas à empresa”. CUSTOS. Cada quilômetro de ciclovia implantado na cidade custa em torno de R$ 150 mil. Ainda segundo informações da BHTrans, foram gastos R$ 693,8 mil em implantação de ciclovias em 2014, e há um recurso de R$ 2,1 milhões para serem gastos até agosto de 2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015 prevê a construção de cerca de 60 km de ciclovias. Para este mês, além da conclusão das pendências, a autarquia de trânsito informou que estão previstas obras de readequação da ciclovia da rua Fernandes Tourinho, na região Centro-Sul da capital.

Saiba mais Pedala BH. Desde dezembro de 2012, a prefeitura mantém parceria com grupos de ciclistas para discutir projetos e campanhas sobre bicicletas. Além das ciclovias, o Pedala BH prevê a implantação de paraciclos e bicicletários. Ampliação.Hoje, a capital tem 93 paraciclos e quatro bicicletários, e há um processo licitatório para implantação de mais 2.500 paraciclos nos próximos três anos.

Meta é ter 200 km de rotas cicloviárias até 2016 Além do desafio de construir os quase 30 km de ciclovias pendentes, a Prefeitura de Belo Horizonte tem metas ousadas para os próximos anos. Em evento que discutiu os modelos de transporte público no Brasil em agosto, o prefeito Marcio Lacerda afirmou que pretende dobrar a extensão das rotas cicloviárias da cidade nos próximos dois anos. “Nós temos uma meta de 200 km até 2016 e vamos fazer”.

Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), o Plano Diretor de Mobilidade Urbana (PlanMob–BH) identificou 380 km de rotas cicláveis (ciclovias e/ou ciclofaixas) na cidade, e a intenção é atingir essa extensão até 2020.

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