Petróleo pode inviabilizar lema

Ministro Cid Gomes admite que baixo preço da commodity impacta investimentos na área

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“O grande desafio é fazer com que possamos melhorar os nossos indicadores”, disse Cid Gomes
ELZA FIÚZA / AGÊNCIA BRASIL
Meta. “O grande desafio é fazer com que possamos melhorar os nossos indicadores”, disse Cid Gomes

Brasília. Diante da queda no preço do petróleo, o novo ministro da Educação, Cid Gomes (PROS), admitiu nesta sexta que o cenário atual pode comprometer os futuros investimentos, mas assegurou que os atuais recursos já previstos com os royalties do pré-sal garantirão aportes adicionais à área.

“Os royalties não têm nada de incerteza. Os royalties são uma realidade já, uma realidade histórica no Brasil, que ajuda Estados e municípios”, comentou Cid Gomes ao ser questionado se poderia haver problema de financiamento na área de educação em virtude da queda no preço do petróleo. “No que é de royalties do pré-sal, sua tendência é crescente – abrem-se parênteses, vive-se uma crise de petróleo, o petróleo está muito baixo, isso certamente dificultará novos investimentos, mas o que já está feito de investimento do pré-sal tende a gerar royalties, e isso serão novos recursos na educação”, ressaltou.

Cid também confirmou que deverá anunciar o reajuste do piso dos professores na próxima semana. “O piso é pago por Estados e municípios, não é uma discussão que entre no Orçamento da União, ele tem balizamento definido em lei. Quero conversar com representantes dos Estados e municípios e de professores para que a gente possa apresentar isso antes de colocar publicamente”, adiantou.

“A remuneração é um dos principais caminhos para a valorização dos professores”, prosseguiu Cid Gomes, destacando o investimento na formação do corpo docente e na própria avaliação dos professores para a melhoria do ensino.

Na época em que era governador do Ceará, Cid irritou a categoria ao declarar que professores deveriam trabalhar por amor, e não por dinheiro. “O que eu disse é que servidor público, quer seja ele vereador, prefeito ou governador, tem que ter vocação para isso. Porque é uma atividade de doação. Claro que tem que ter boa remuneração. Eu nunca disse que não teria”, disse.

O ministro reiterou que pretende dialogar com representantes de professores e Estados para tratar da reforma no ensino médio, uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff. “Vou cumprir determinações da presidente Dilma, devo implantar compromissos que ela assumiu. Isso tem de ter uma série de deliberações, cada Estado deve ter uma deliberação, os municípios devem participar disso”, observou.

Questionado sobre a ausência das principais lideranças nacionais do PROS na cerimônia de transmissão de cargo no MEC, o novo ministro riu e disse que não ficou “chateado” com a situação. “Estavam aí alguns deputados do PROS”, disse. “Indicação de ministério é responsabilidade da presidente Dilma, não vou comentar”, respondeu.

Despedida

Ciclo. Em um discurso emocionado, Henrique Paim afirmou que nos últimos governos houve um importante processo de “democratização e redução das desigualdades educacionais”.

Ditadura Sincero. Recém-empossado, o novo ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse nesta sexta, diante do comando militar, que “transparência e verdade não fazem mal a ninguém”. Muro. Ao discursar na solenidade de posse, ele afirmou “que os muros de Berlim e de Manhattan” já foram derrubados. Ele disse ainda haver ainda feridas a serem cicatrizadas. Desaparecidos. “Há ainda pessoas que perderam familiares, não encontraram e querem ter o direito de encontrar para dizer quem foi culpado. Insisto: a conjuntura internacional de 1964 não existe mais”, disse Wagner. Missão.O ministro fez questão de frisar que não estava ali para servir a um partido, mas ao país.

Itamaraty O novo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu nesta sexta o cargo em cerimônia ao lado do ex-titular da pasta Luiz Alberto Figueiredo. Durante seu discurso, ele defendeu um Itamaraty mais atuante, com “diplomacia de resultados”. Ele anunciou que Sérgio Danese será o novo secretário geral da casa. Antes, Danese era subsecretário para assuntos consulares e jurídicos. Vieira afirmou que o Itamaraty vai trabalhar para abrir novos mercados e para atrair investimentos para o Brasil.

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