Jovem sul-coreano foi pivô de punição ao Barcelona

Lee Seung-woo se transferiu para o Barça quando tinha 13 anos; a Fifa não permite aos clubes negociar jogadores estrangeiros menores de 18 anos

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Lee Seung-woo atua nas equipes de base do time catalão
Divulgação/ Barcelona
Lee Seung-woo atua nas equipes de base do time catalão

Rápido e driblador, o jovem sul-coreano Lee Seung-woo, 16, foi o pivô da punição sofrida pelo Barcelona por negociar com jogadores estrangeiros menores de 18 anos, uma prática que não é permitida pela Fifa.

Nascido no dia 6 de janeiro de 1998 na província de Gyeonggi, na Coreia do Sul, Lee Seung-woo chamou a atenção pela primeira vez da comissão técnica do Barcelona em um campeonato na África do Sul e, depois, voltou a impressionar em um torneio de categoria de base, quando o time sub-12 da seleção da Coreia do Sul venceu o Barça por 3 a 2.

O jovem atleta não passou despercebido por olheiros do Barcelona e chegou ao clube catalão em 2011, na época com apenas 13 anos, sem a companhia dos pais.

Atuando nas equipes de base do Barça, o sul-coreano logo despertou a atenção também dos cartolas e da comissão técnica do clube, que o mantiveram na equipe mesmo com propostas de outros grandes equipes da Europa, como Chelsea e Liverpool.

Na equipe sub-15 do Barcelona, Lee Seung-woo teve número impressionantes. Marcou 38 gols e deu 19 assistências em apenas 29 jogos. Seu desempenho logo lhe rendeu apelidos como "O próximo Messi" e "Fênomeno sul-coreano", além do status de ser uma das maiores promessas da equipe.

Segundo o jornal espanhol "El País", o jogador, no entanto, teria chamado a atenção também de um clube da Europa, ainda desconhecido, que denunciou a situação de Lee Seung-woo para a Fifa. A entidade máxima do futebol, então, começou investigação que identificou irregularidade.

Pelas regras da Fifa, um jogador precisa completar 18 anos para se transferir de um país a outro. Caso ainda não tenha atingido a idade, a transferência é permitida somente com algumas condições: que os pais do atleta tenham se mudado para o país de seu novo clube por motivos não relacionados ao futebol, que a transferência seja feita dentro da União Europeia ou que o atleta more a menos de 100 km do novo clube.

Em 2013, o jogador foi impedido de atuar em partidas oficiais das categorias de base do Barcelona pela Fifa, que alegou que Lee não contempla o artigo 19 do "Regulamento sobre o estatuto e a transferência de jogadores". O jogador só poderá voltar a entrar em campo quando atingir a maioridade.

HISTÓRICO

Na terça-feira (30), a Corte Arbitral do Esporte confirmou a recusa ao recurso do Barcelona. Com isso, o clube está proibido de realizar contratações por um ano.

Em princípio, a decisão valeria para as janelas de contratações do meio deste ano e a de janeiro de 2015, mas a entidade suspendeu provisoriamente a pena imposta ao clube. Larry Mussenden, presidente da Comissão de Apelação da entidade, aplicou o efeito suspensivo ao levar em consideração que, devido à complexidade do caso e a proximidade do início de uma janela de transferências na Europa, não haveria tempo de tomar uma decisão para que o clube catalão pudesse recorrer à Corte.

Em nota, o Barcelona alega que erros que possam ter sido cometidos são causados em parte pelo conflito existente entre a regulamentação da Fifa e a legislação espanhola e que, portanto, a punição é desproporcional.

"O Barcelona considerada a sanção completamente desproporcional, pois representa uma punição exagerada para o clube, tendo em conta os seus antecedentes e as circunstâncias do caso concreto", diz o comunicado.

Além de não poder contratar jogadores por um ano, o Barcelona terá que pagar uma multa de 450 mil francos suíços (pouco mais de R$ 1,1 milhão).

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