Maestros da orquestra celeste em Brasileiros; relembre

Tostão, Dirceu, Alex, Ribeiro e Goulart comandaram o Cruzeiro rumo ao tetracampeonato brasileiro

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Dirceu Lopes foi um dos maestros do Cruzeiro e ajudou a equipe celeste a conquistar a Taça Brasil de 1966
Divulgação/ CEC
Dirceu Lopes foi um dos maestros do Cruzeiro e ajudou a equipe celeste a conquistar a Taça Brasil de 1966

O maestro no futebol é aquele homem que organiza o meio-campo fazendo a ligação com o ataque, capaz de arquitetar jogadas que beiram o surreal, e dono de um talento que faz os torcedores ficaram boquiabertos e com os olhos esbugalhados. Que o digam os celestes, que tiveram e têm a chance de ver de perto vários gênios com a bolas nos pés. Alguns deles foram cruciais para o clube conquistar quatro títulos do Brasileiro.

Em todas as vezes que a Raposa sagrou-se campeã do Nacional, em 1966, 2003, 2013 e 2014, a figura do maestro - ou maestros - se fez presente, levando alegria, euforia e emoção aos súditos presentes no Mineirão, o Coliseu de Minas, e tantos outros palcos Brasil afora.

O papel do maestro celeste foi passado para as mãos e os pés de pessoas merecedoras do título. O maestro já foi um Rei Branco, um Príncipe, um Talento. Hoje, a função é dividida entre um Chapeleiro e um Rambo Azul. Cada um deles, ao seu estilo, tirou da garganta dos aficionados o grito de "campeão". A história não mente, jamais vai mudar. E novas obras ainda serão orquestradas por esses atletas que jogam por música.

Em 1966, Dirceu Lopes e Tostão comandaram o Cruzeiro rumo ao título da Taça Brasil. A antológica decisão contra o Santos de Pelé reuniu um dos episódios mais emblemáticos da trajetória do futebol brasileiro e do clube estrelado. No jogo de ida, no Mineirão, um massacre por 6 a 2 sobre o time alvinegro, com show de Dirceu, autor de três gols. Na partida de volta, novo triunfo azul, desta vez por 3 a 2, de virada, no Pacaembu.

Demorou 37 anos para que um novo gênio surgisse para encaminhar os celestes em mais uma conquista do Brasileiro. No primeiro ano da era pontos corridos, um armador careca e possuidor de uma rara técnica foi protagonista de vários espetáculos. Com Alex no meio-campo, a Raposa foi implacável, tendo feito cem pontos e marcado 102 gols durante toda a campanha.

A magia de Alex se foi e foram precisos dez anos para que outros mágicos aparecessem. De apostas, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart se metamorfosearam em arquitetos da bola, em garçons, em ilusionistas. Em 2013, Ribeiro foi o principal herói celeste no título brasileiro, auxiliado pelo incansável Goulart. Em 2014, os feitos continuaram com os dois maestros se alternando no papel principal. A esperança da China Azul é que a parceria continue afinada na busca pelo pentacampeonato.

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