Decisão da Cemig poderá ser revista

Ele lembrou que todo cuidado será tomado para não prejudicar os acionistas da empresa, mas admitiu que todo ato que for considerado lesivo aos cofres poderá ser cancelado.

iG Minas Gerais | Carla Kreefft |


Pimentel foi empossado em sessão solene da Assembleia Legislativa
Pollyanna Maliniak
Pimentel foi empossado em sessão solene da Assembleia Legislativa

No último dia 29, a Cemig decidiu tomar medidas judiciais para contestar a cobrança pelo governo do Estado de um crédito de R$ 239,44 milhões. Em 2011, a Cemig quitou empréstimos contraídos com o governo de Minas em 1995, 1996 e 1998. Mas o Executivo não concordou com o valor da correção da dívida, o que gerou o crédito.  

A decisão de recorrer da cobrança do crédito surpreendeu a nova equipe de governo. Nesta quinta, após a posse de Fernando Pimentel, o secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães, questionado sobre o assunto, não quis dar detalhes, mas afirmou que o assunto será analisado pelo governo e pelo presidente da Cemig, Mauro Borges.

Ele lembrou que todo cuidado será tomado para não prejudicar os acionistas da empresa, mas admitiu que todo ato que for considerado lesivo aos cofres poderá ser cancelado.

Magalhães também informou que várias medidas foram tomadas pelo governo anterior na última semana, incluindo nomeações e mudanças de estruturas administrativas. Segundo ele, todos esses atos serão analisados pela equipe de governo de Fernando Pimentel.

Na reunião de secretariado marcada para esta sexta, esses assuntos já serão colocados em discussão, segundo o secretário de Planejamento. 

Entenda

Decisão. O Conselho Administrativo da Cemig se reuniu no dia 29 de dezembro, quando ficou decidida a suspensão da exigibilidade do crédito cobrado da empresas pelo governo da Estado.

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