Batata com “b” maiúsculo

Além do poutine, o bife ancho é outro prato comentado, que não fica nada a dever ao provado na Argentina

iG Minas Gerais |

O poutine do 815 Botequim é servido com molho de carne-seca com fonduta de queijo
JOAO GODINHO/ O TEMPO
O poutine do 815 Botequim é servido com molho de carne-seca com fonduta de queijo

Depois da minha primeira descoberta, era a vez de focar a noite. Petisqueira de carteirinha, eu precisaria me adaptar ao bairro, e, para isso, bastavam opções que me convenciam a não enfrentar trânsito algumas sextas à noite até os típicos redutos botequeiros. Por ser uma apaixonada (ou dependente química, por assim dizer) de uma boa porção de batata frita, uma amiga de longa data com a qual troco experiências gastronômicas me indicou o 815 Botequim. A famosa batata, chamada lá de poutine (petisco típico canadense), feita artesanalmente (nada de pacote congelado), é o carro-chefe da casa, que recebe cinco opções generosíssimas de molho. O mais famoso deles é o de carne-seca feita com a iguaria desfiada, molho demi-glace, cebola caramelizada e fonduta de queijo (R$ 25,90). Sujeito ao vício eterno.  

“Todo mundo chega e pergunta se é aqui que tem a tal batata. Isso acabou se difundindo boca a boca e fidelizou a clientela. Dessa forma, aos poucos os clientes foram experimentando as outras opções do cardápio”, justifica-se o jovem chef José Carlos Rodrigues, que divide a sociedade do bar com o tio aposentado (e que não queria ficar só em casa) Normando Silva, que, segundo ele, juntou a fome com a vontade de comer.

Além do poutine, o bife ancho é outro prato comentado, que não fica nada a dever ao provado na Argentina – aqui servido com cogumelos Portobello e batatas rústicas salteadas na manteiga de alecrim (R$ 47), o prato mais caro da casa. Outros itens indispensáveis do cardápio são a Moela à Moda do Chef (R$ 17,90), com leve picância e que desmancha na boca, e também as linguiças artesanais, compradas de uma fornecedora/amiga que faz tudo caseiramente.

“Eu sinto vontade de comer coisas diferentes. Então fiz um cardápio autoral e coloquei nele todas as coisas que eu realmente gosto de comer. Confesso ser fã de fast-food e de steakhouse, e tem influencia disso também no cardápio, sem perder o caráter de bar”, justifica José Carlos, que acredita que a santíssima trindade na sua cozinha é queijo, carne e batata.

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