CNN na mira de ciberataques

Grupo de hackers que vazou documentos da Sony agora ameaça a rede de notícias

iG Minas Gerais |

Insultos. Wolf Blitzer, apresentador da CNN, foi alvo de insultos por parte de hackers
CNN / Divulgação
Insultos. Wolf Blitzer, apresentador da CNN, foi alvo de insultos por parte de hackers

O grupo de hackers que atacou a Sony, autointitulados Guardiães da Paz, expandiu suas ameaças para uma organização de notícias norte-americana, de acordo com uma nota do FBI. Assim que a notícia foi divulgada, a imprensa dos EUA começou imediatamente a identificar a CNN como o novo alvo. As suspeitas caíram sobre o canal de notícias após a emissora e o apresentador Wolf Blitzer terem sido especificamente insultados em documentos do grupo.

O FBI afirma que o ataque foi arquitetado pelo governo da Coreia do Norte, mas a empresa Norse Corp – que oferece serviços de inteligência contra hackers – diz ter chegado a uma ex-funcionária com “extenso conhecimento” da rede e das operações da Sony. A empresa diz que sua investigação é independente do FBI e da apuração interna do estúdio. O vice-presidente da Norse, Kurt Stammberger, disse que seis suspeitos, nenhum deles norte-coreano, tiveram “envolvimento direto” com o ataque hacker, em ações que foram coordenadas com uso do conhecimento de uma ex-empregada do estúdio.

Balões. O ativista Park Sang-hak, um desertor norte-coreano, anunciou um plano cinematográfico para enviar 100 mil DVDs e USBs contendo o filme “A Entrevista” – que, em tese, motivou o ataque à Sony – para a Coreia do Norte, utilizando balões. No entanto, o ato pode ser mais efetivo para manchetes de jornal que para iniciar uma revolução, já que computadores e aparelhos de DVD são raros entre a população norte-coreana, porque é necessária a permissão do governo para possuir esses equipamentos.

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