Oposições prometem mais vigilância no segundo mandato de Dilma

O deputado federal Júlio Delgado (PSB – MG) afirmou que “os partidos independentes estarão mais fortes, mais organizados e mais vigilantes”, no segundo mandato da petista

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Júlio Delgado será o relator de processo contra Vargas
GUSTAVO LIMA / AG. CÃMARA - 10.11.2011
Júlio Delgado será o relator de processo contra Vargas

Um dos poucos parlamentares da oposição presentes à posse da presidenta Dilma Rousseff, o deputado federal Júlio Delgado (PSB – MG) afirmou que “os partidos independentes estarão mais fortes, mais organizados e mais vigilantes”, no segundo mandato da petista.

Candidato do PSB à presidência da Câmara dos Deputados, nas eleições de fevereiro próximo, Delgado disse que a presença na posse “demonstra claramente que a relação vai ser de altivez do Parlamento com relação ao Executivo”.

Ele disse que os partidos acompanharão com atenção o que vai ser feito no início do novo governo, e citou que os deputados podem apoiar medidas como a reforma trabalhista, a exemplo das mudanças no seguro-desemprego que já foram anunciadas.

“Esses primeiros dados da reforma trabalhista e previdenciária correspondem ao que nós dissemos na campanha, foi negado e agora está sendo implementado. Era o reconhecimento da necessidade de fazer as reformas, e a gente espera que outras venham”, acrescentou. Ele elencou as reformas política, tributária e do Estado, com vistas a um novo pacto federativo, como prioritárias para a agenda de discussões no Congresso Nacional.

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR) afirmou, em nota, que a oposição se manterá unida, incisiva e organizada na fiscalização do segundo mandato da presidenta Dilma. “Não fosse a ação dos partidos de oposição, a degradação ética, moral e administrativa do governo teria atingido o seu limite”, disse.

Segundo Bueno, a oposição “vai agir para que a presidenta Dilma governe menos com medidas provisórias e debata mais com o Congresso as grandes questões nacionais, como as mudanças na economia e o combate mais efetivo à corrupção no Estado brasileiro”.

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