Governador do RS promete medidas "difíceis" e vai congelar pagamentos

Sartori vai baixar um decreto que suspenderá por 180 dias o pagamento de 'restos a pagar', que são despesas assumidas na gestão anterior, do petista Tarso Genro, mas ainda não sacramentadas

iG Minas Gerais | Folhapress |

POLITICA - Caxias do Sul - RS , Brasil - 26/10/2014
Segundo turno das eleicoes 2014
O candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul , Jose Ivo Sartori , votou por volta das 13h deste domingo (26) no Colegio Nossa Senhora do Carmo , em Caxias do Sul , municipio da Serra gaucha .

FOTO : Luiz Chaves / Divulgacao
Luiz Chaves / Divulgacao
POLITICA - Caxias do Sul - RS , Brasil - 26/10/2014 Segundo turno das eleicoes 2014 O candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul , Jose Ivo Sartori , votou por volta das 13h deste domingo (26) no Colegio Nossa Senhora do Carmo , em Caxias do Sul , municipio da Serra gaucha . FOTO : Luiz Chaves / Divulgacao

O novo governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), tomou posse na tarde desta quinta-feira (1º) em meio a um anúncio de congelamento de gastos e com promessas de 'medidas duras' contra a crise nas finanças do governo.

Sartori vai baixar um decreto que suspenderá por 180 dias o pagamento de 'restos a pagar', que são despesas assumidas na gestão anterior, do petista Tarso Genro, mas ainda não sacramentadas.

Esses gastos se referem a compromissos firmados pelo Estado com fornecedores e empresas privadas. A estimativa é que o total de gastos adiados seja de centenas de milhões de reais.

Segundo o novo chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, a medida será tomada por meio de decreto e é necessária para garantir o pagamento dos salários dos servidores nos primeiros meses do mandato. Como não existe certeza se há caixa suficiente para quitar todos os compromissos, disse Biolchi, foi necessário priorizar o pagamento do funcionalismo.

No discurso de posse na Assembleia Legislativa, Sartori não mencionou o decreto já anunciado, mas disse que os primeiros dias serão de iniciativas emergenciais.

'Serão algumas medidas duras, difíceis, mas inadiáveis e fundamentais', disse. Ele afirmou ainda que vai, sim, cortar despesas, mas 'os gastos ruins, supérfluos'.

'Vamos conversar com o povo gaúcho sobre a crise financeira de maneira transparente e tranquila. Temos o dever de informar e a sociedade tem o direito de saber.'

O Rio Grande do Sul é, proporcionalmente, o Estado mais endividado do país. Tarso usou recursos de depósitos judiciais para fechar as contas ao longo do governo e enfrentou os deficit nas finanças. Em sua fala, o peemedebista fez críticas indiretas ao governo do PT. Disse que gastar mais do que se arrecada é um 'pensamento arcaico' e que o endividamento insustentável compromete as próximas gerações.

Também afirmou que espera contar com a ajuda da presidente Dilma Rousseff para rever o pacto federativo.

Tarso, em discurso de despedida no palácio do governo, não comentou as críticas que vêm sendo feitas pelo PMDB e se limitou a afirmar que 'não é fácil' exercer o governo.

PROTESTO Na saída do ato na Assembleia, Sartori foi alvo de um protesto de um grupo feminista que critica a extinção da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres. As militantes gritaram 'machista' para o governador e simpatizantes do PMDB responderam com um coro de apoio ao eleito.

No momento em que Tarso deixou o palácio, após a transmissão do cargo, militantes do PT fizeram uma manifestação de apoio dentro do saguão e foram vaiados por peemedebistas.

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