Presidente assina pedido de adesão da Palestina ao Tribunal Penal

Uma vez aprovada em um prazo de cerca de dois meses, a adesão ao Tribunal Penal Internacional permitiria a investigação do conflito israelense-palestino

iG Minas Gerais | AFP |

AGÊNCIA FRANCE-PRESSE
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O presidente Mahmud Abbas assinou nesta quarta-feira (31) o pedido de adesão da Palestina ao Tribunal Penal Internacional (TPI), um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU rejeitar uma resolução palestina que estabelecia uma data para o fim da ocupação israelense.

Abbas assinou o documento em uma reunião transmitida ao vivo pela TV oficial. Além desta solicitação, que poderá permitir processar autoridades israelenses na Justiça internacional, Abbas assinou outras 20 convenções internacionais sobre crimes de guerra e contra a humanidade.

Os palestinos haviam ameaçado se unir a várias instâncias internacionais caso fosse rejeitada a resolução, que previa um acordo de paz com Israel daqui a um ano e a retirada israelense dos territórios ocupados nos dois anos seguintes.

As convenções assinadas por Abbas se referem a crimes de guerra e crimes contra a humanidade, bombas de fragmentação, proteção de pessoas e outros âmbitos sujeitos de serem usados na ofensiva judicial que os palestinos ameaçam realizar contra autoridades israelenses pelas três guerras travadas em Gaza nos últimos seis anos.

Uma vez aprovada em um prazo de cerca de dois meses, a adesão ao TPI permitiria a investigação do conflito israelense-palestino.

Israel também se posicionou contra e advertiu que a iniciativa se voltará contra os palestinos.

Repercussão norte-americana

Os Estados Unidos se opõem energicamente" ao pedido da Autoridade Palestina de adesão ao Tribunal Penal Internacional (CPI), medida que "seria contraproducente", considerou nesta quarta-feira (31)  o Departamento de Estado americano.

"Seria contraproducente e não significaria nada para as aspirações do povo palestino de ter um Estado soberano e independente", diz um comunicado do departamento.

"Nós nos opomos energicamente à ação dos palestinos no TPI", reagiu Washington em um email enviado a jornalistas que trabalham junto ao Departamento de Estado.

"A decisão dos palestinos agravaria seriamente o clima justamente com o povo com o qual devem selar a paz", acrescentou a chancelaria, referindo-se a Israel.

"Os Estados Unidos continuam se opondo com força às ações de ambos os lados que minem a confiança e lancem dúvidas sobre seu compromisso com uma paz negociada", argumentou o Departamento de Estado.

 

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