Na São Silvestre das selfies, criador de Chaves é o grande homenageado

Morto há um mês, Roberto Bolaños teve seus principais personagens rememorados durante a corrida

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Figuras vestida de Chapolin alegraram a corrida mais tradicional do Brasil
Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Figuras vestida de Chapolin alegraram a corrida mais tradicional do Brasil

Chaves, principal personagem do ator mexicano Roberto Bolaños, morto em novembro deste ano, foi o grande homenageado da 90ª Corrida de São Silvestre, que aconteceu nesta quarta (31), em São Paulo. Em muitos cantos da principal avenida da cidade era possível ver grupos de amigos, namorados e famílias vestidas como os personagens criados pelo ator. Vivian Valderrama, 27, e seu namorado Thiago Canale, 30, vestidos de Chaves e Chiquinha não estavam com pressa para acompanhar a elite da prova. "Crescemos assistindo o Chaves na TV e essa é uma forma de homenagear nosso ídolo", conta Vivian, que está em sua primeira corrida. Lá atrás no último pelotão era possível avistar várias anteninhas de vinil sendo disputadas por uma selfie. Mais de 20 amigos de uma academia da zona leste de São Paulo resolveram se fantasiar com a roupa do super-herói Chapolim. FUTEBOL NA PISTA No ano da Copa do Mundo no Brasil, o desastroso 7 a 1 da seleção brasileira parece ter ficado no passado, pelo menos para os animados corredores da São Silvestre. Na corrida, brasileiros e argentinos mostraram parceria. O argentino Eduardo Marelli, 77, começou a correr há sete anos e, de lá para cá, não parou mais. Segundo ele, já foram seis maratonas de 42 km cada. "A rivalidade fica só no futebol e dentro de campo. Depois da corrida é só abraços e cervejas com os brasileiros", diz Marelli. O amigo de Marelli, o também argentino Eduardo Paz, 80, começou a correr há dez anos e participa de sua 6ª São Silvestre. O motivo de tantas voltas, além de querer promover o significado de seu sobrenome, são as amizades com brasileiros. Na corrida de 2012 conheceu uma família de descendentes de argentinos da zona sul da capital e acabou passando a noite de ano novo, o que vai se repetir nesta virada. Nesta manhã na avenida Paulista, palco de manifestações da capital, o único protesto foi de um torcedor da Portuguesa. Vestido com trajes típicos portugueses, o sergipano Ailton Leão, 39, que está em sua nona prova, decidiu homenagear e protestar pelo seu time do coração. "Acho o cúmulo o que estão fazendo com a Portuguesa. É lamentável porque estão definhando com a tradição do time", afirma.

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