Sistema eficaz exige sacrifícios por parte da população

Ele destaca que, mesmo com as faixas exclusivas existindo na cidade há décadas, só agora a população está se acostumando

iG Minas Gerais | Jonathan Castro / Cinthia Ramalho |

Os motoristas que precisam usar o comércio da avenida Pedro II também enfrentam dificuldades para estacionar nas outras vias da região, já que as 450 vagas que existiam na área foram substituídas por estacionamentos rotativos.  

“Moro no bairro Alípio de Melo e sempre fui cliente da padaria aqui, na Pedro II. Porém, ultimamente tenho tido dificuldade para vir aqui, pois não tenho onde parar. Às vezes, tenho que andar muito para buscar um pão, porque tenho que parar o carro longe, aí eu desisto. A situação para quem precisa estacionar aqui, na avenida, está muito complicada”, diz o mestre de obras José Pereira, 69.

O consultor em trânsito e transporte Silvestre de Andrade explica que alterações de trânsito podem afetar uma determinada região em diversos aspectos. “Quando você tem que planejar a circulação, o espaço viário é um só. Mas você tem muitos interesses em jogo. Tem as pessoas que querem circular e as que querem estacionar. São opções políticas, mas o privilégio agora é do transporte público e da mobilidade. Essa é a maior cobrança da sociedade”, afirma.

Ele destaca que, mesmo com as faixas exclusivas existindo na cidade há décadas, só agora a população está se acostumando. Andrade acredita que os motoristas precisam fazer pequenos sacrifícios para que o sistema tenha a eficiência pretendida. “Você vai andar um pouco mais, mas essa é uma sociedade onde você tem que respeitar os direitos dos outros. Quem está no ônibus também tem o direito de se deslocar”. 

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