Todo cuidado é pouco para não ficar desempregado em 2015

Não basta ser bom no que faz, é preciso ter equilíbrio emocional e saber mudar, ensinam especialistas

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Diante de um cenário de crescimento baixo do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e no próximo, e com indústrias suspendendo os contratos de trabalho já em 2014, como é o caso do setor automobilístico e das fábricas de equipamentos domésticos como fogões e geladeiras, todo o cuidado é pouco para não ficar desempregado em 2015, segundo especialistas em recursos humanos.

Para eles, o momento é de cautela, já que a geração de vagas não deverá ser expressiva em 2015. “Com o quadro da economia traçado até o momento, o trabalhador estará mais vulnerável ao desemprego”, observa a sócia diretora da Tegon Consultoria, empresa especializada em processos de recrutamento, seleção e consultoria em recolocação, Luciana Tegon.

Ela ressalta que há fatores que não tem como o funcionário controlar, como a economia ruim, que pode afetar a vida financeira das empresas e fazer com que ela corte custos e, logo, postos de trabalho. “Agora, há outros em que o trabalhador pode mudar. Adotar outro tipo de postura mais condizente com o perfil da empresa”, observa.

Luciana afirma que há sinais de que a pessoa pode perder o emprego no curto prazo. “Quando não sabemos ler esses sinais, a demissão pode até nos surpreender. Por isso é importante compreendermos o que se passa à nossa volta, pois há situações onde é possível, até, reverter uma demissão”, diz.

Para ela, se o chefe ainda não chegou e disse claramente que você está dispensado, há sempre uma possibilidade de mudar o quadro, o que vai exigir uma conversa franca, além da mudança dos pontos que ele ou a equipe estão questionando. “As pessoas não devem ser fatalistas. Elas podem mudar a situação, basta querer”, alerta.

Ela afirma que é preocupante se o chefe reclama constantemente do trabalho de um funcionário. Nesse caso, a melhor alternativa é perguntar onde você está falhando e como pode fazer para melhorar.

Sob pressão. Outro indício de uma possível demissão é se o profissional não é flexível e diz não o tempo todo para o que lhe é proposto, ou seja, é um tipo de pessoa que não se adapta às mudanças. “As empresas querem profissionais comprometidos com o trabalho, dinâmicos, que saibam trabalhar sob pressão e que tenham ótimo relacionamento interpessoal”, diz.

Mudança. A professora de gestão estratégica e integrada de pessoas da Faculdade Arnaldo Lúcia Almendra afirma que a troca de trabalho deve ser bem planejada. “Tudo deve ser feito com calma. Se o profissional não está satisfeito, ele já deve buscar outras opções antes de se desligar do trabalho e procurar fazer uma reserva financeira. Afinal, com a economia fraca, pode ser que ele demore para conseguir outro emprego”, diz. Para ela, antes de trocar de trabalho, é preciso avaliar as vantagens do local onde a pessoa está e da outra empresa para onde o profissional deseja ir.

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