Dilma assume protagonismo e muda perfil de ministério

Presidente encerra hoje lista de convocados; mudanças mais visíveis são na área econômica

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Presidente irá anunciar hoje os 22 nomes que faltam a sua equipe
DIVULGAção - 18.7.2014
Presidente irá anunciar hoje os 22 nomes que faltam a sua equipe

A presidente Dilma Rousseff (PT) deve anunciar hoje os nomes dos 22 ministros que restam para que a Esplanada fique completa para o segundo mandato. Com as indicações já confirmadas de 17 nomes, Dilma mostrou, na comparação com a equipe de quatro anos atrás, maior protagonismo na escolha. A mudança de perfil do futuro ministério é mais evidente principalmente na condução da economia.

Há quatro anos, dos 37 ministros (dois a menos que o número atual), 13 eram remanescentes ou ocuparam algum cargo de primeiro escalão na gestão do ex-presidente Lula. Na primeira versão do comando dilmista, Lula teve participação direta na escolha de pelo menos 15 nomes, incluindo indicações de partidos aliados como o PDT, PR, PMDB e PCdoB.

Agora, a influência de Lula não teve o mesmo peso. Dos 17 ministros confirmados até a última semana, apenas dois vieram de indicação do ex-presidente: Jaques Wagner (PT), que vai assumir a Defesa, e Nelson Barbosa, o futuro titular do Planejamento. Ricardo Berzoini, que deverá ser convocado hoje, entraria como terceiro da cota do antecessor de Dilma.

Pelos nomes confirmados e os cogitados para assumirem as pastas que restam, Dilma mostra que deu mais “peso” aos nomes de confiança. Um deles é Aloizio Mercadante. Nomeado para a pasta de Ciência e Tecnologia em 2011, o petista virou “o homem de confiança” de Dilma e deve permanecer na Casa Civil.

O ministério da Educação, que por 12 anos ficou sob comando do PT, será conduzido pelo governador do Ceará Cid Gomes (PROS), da cota de Dilma.

As mudanças mais visíveis estão na área econômica. Em 2011, Dilma assumiu o mandato em situação favorável e manteve o ministro Guido Mantega. Agora, além de ter dado preferência a novos nomes, Dilma optou por convocar técnicos alinhados como o futuro ministro da Fazenda Joaquim Levy.

Mais espaço

Esplanada. Em quatro anos, Dilma criou duas secretarias especiais, que têm status de ministério. A da Pequena e Micro Empresa, comandada pelo PSD, e da Aviação Civil, pelo PMDB.

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