Obama comemora 'fim responsável' de intervenção militar no Afeganistão

Em Kabul, na sede da missão da Otan, uma cerimônia marcou o fim da intervenção

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

NATO-led International Security Assistance Force (ISAF) soldiers carry flags during a ceremony marking the end of ISAF's combat mission in Afghanistan at ISAF headquarters in Kabul on December 28, 2014. NATO formally ended its war in Afghanistan on December 28, holding a low-key ceremony in Kabul after 13 years of conflict that have left the country in the grip of worsening insurgent violence.The event was arranged in secret due to the threat of Taliban strikes in the Afghan capital, which has been hit by repeated suicide bombings and gun attacks over recent years.
AFP
NATO-led International Security Assistance Force (ISAF) soldiers carry flags during a ceremony marking the end of ISAF's combat mission in Afghanistan at ISAF headquarters in Kabul on December 28, 2014. NATO formally ended its war in Afghanistan on December 28, holding a low-key ceremony in Kabul after 13 years of conflict that have left the country in the grip of worsening insurgent violence.The event was arranged in secret due to the threat of Taliban strikes in the Afghan capital, which has been hit by repeated suicide bombings and gun attacks over recent years. "Together... we have lifted the Afghan people out of the darkness of despair and given them hope for the future," NATO commander US General John Campbell told assembled soldiers. "You've made Afghanistan stronger and our countries safer." On January 1, the US-led International Security Assistance Force (ISAF) combat mission, which has suffered 3,485 military deaths since 2001, will be replaced by a NATO "training and support" mission. AFP PHOTO / SHAH Marai

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou o fim da intervenção militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão, que já durava 13 anos e foi oficialmente encerrada neste domingo (28).

De férias no Havaí, Obama homenageou os mais de 2.200 americanos mortos no conflito, segundo ele, o mais longo da história dos EUA --e disse que o fim da intervenção é "um marco".

"Agora, graças ao sacrifício extraordinário de nossos homens e mulheres, a missão de combate no Afeganistão chega ao fim e a guerra mais longa da história dos Estados Unidos acaba de maneira responsável", disse o mandatário em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

"Estamos mais seguros e nosso país está mais seguro", declarou antes de advertir que, apesar dos esforços, o Afeganistão ainda é "um lugar perigoso".

Em Kabul, na sede da missão da Otan, uma cerimônia marcou o fim da intervenção.

"Hoje é o fim de uma era e o começo de uma outra" disse o general americana John Campbell, comandante da Otan. "Nós continuaremos a investir no futuro do Afeganistão".

É O FIM? Cerca de 13 mil tropas, principalmente americanas, permanecerão no país em uma nova missão, de duração estimada de dois anos, com o objetivo alegado de treinar as forças locais.

Mesmo com anos de ajuda militar do ocidente, o Afeganistão ainda sofre ataques do Taleban, grupo radical que tinha ligações com o terrorista Osama Bin Laden.

Neste ano, segundo a Reuters, um número recorde de cerca de 3.200 civis e 4.600 policiais e militares foram mortos no país nos conflitos com a milícia islâmica.

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