Oposição promete fôlego para CPI do ano que vem

Líderes oposicionistas avaliam que apuração é inevitável

iG Minas Gerais |



Agripino (DEM) diz que  base não vai conseguir esconder o esquema
JOSE CRUZ
Agripino (DEM) diz que base não vai conseguir esconder o esquema

Brasília. Lideranças de oposição no Congresso dizem que, diferentemente do que ocorreu com as cinco CPIs que tiveram a Petrobras como alvo nos últimos 25 anos, uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito no ano que vem poderá apresentar resultados mais concretos desta vez.

Os oposicionistas afirmam que dão fôlego a uma nova CPI o envolvimento de parlamentares com o esquema de corrupção na estatal e até a decisão da cidade de Providence, capital do estado norte-americano de Rhode Island, de ter incluído em uma das ações contra a companhia a presidente Dilma Rousseff.

Além de Dilma, 11 autoridades e empresários são arroladas como “pessoas de interesse” da ação. Entre elas, o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, o empresário Jorge Gerdau e o executivo Fábio Barbosa, presidente do Grupo Abril, todos eles ex-integrantes do Conselho de Administração da Petrobras.

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse que, ao contrário das investigações anteriores, não há como a base do governo tentar “acobertar” os desmandos da estatal. Para o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), não há como a base aliada votar contra “evidências contundentes” de irregularidades contra a estatal.

A situação da oposição, porém, não está confortável. O ex-diretor Paulo Roberto Costa, por exemplo, afirmou em um dos depoimentos da delação premiada que Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB e ex-senador que morreu em março deste ano, recebeu R$ 10 milhões de uma empreiteira do esquema para que os tucanos ajudassem a esvaziar a CPI da Petrobras de 2009.

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