Imaginou, sites chineses têm

Se o consumidor comprar da China, não adianta reclamar no Procon brasileiro, diz especialista

iG Minas Gerais | da redação |

Porta-copo. Recipiente para copos com pregador de mesa, vendido por US$ 9,99 no site chinês AliExpress
Reproducao / Mini In The Box
Porta-copo. Recipiente para copos com pregador de mesa, vendido por US$ 9,99 no site chinês AliExpress

Um terço dos consumidores online brasileiros já comprou em sites estrangeiros, principalmente chineses, segundo a consultoria e-bit, que acompanha o comércio eletrônico. O principal é o AliExpress, que faz parte do grupo Alibaba e registrou, entre junho e setembro deste ano, 11 milhões de pedidos e se tornou líder em unidades vendidas no país.

A variedade de produtos e o preço baixo são alguns dos principais atrativos desses sites, em que é possível encontrar literalmente de tudo – até guarda-chuva para cachorros, exercitador de boca, perucas, aparelhos que espremem o nariz e prometem o efeito de uma plástica, sem falar nos pendrives de todos os formatos.

Porém, antes de comprar em sites estrangeiros, é preciso tomar cuidados. “É preciso sempre desconfiar de itens baratos demais”, diz o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Segundo ele, é importante conhecer bem toda a cadeia produtiva da empresa. “Tem que conhecer o fornecedor, o importador e o distribuidor, porque, se der problema, é mais difícil de resolver por causa da distância”, diz Barbosa.

Vale a pena verificar se a empresa tem representação e assistência técnica no Brasil. “Se o consumidor comprar algo da China que chegar estragado, por exemplo, vai ter que ir à China para resolver, porque, por ser uma demanda internacional, não adianta ir ao Procon no Brasil”.

É importante ficar atento ao prazo de entrega. “Isso é o que dá mais dor de cabeça ao consumidor, então ele precisa acessar e imprimir um documento que indique a data de entrega para ter como comprovante”, diz. Outra dica é nunca abrir sites por meio de endereço enviado por e-mail, para evitar ser direcionado para sites maliciosos. “É importante que a própria pessoa digite o site oficial da empresa”, afirma.

Queixas. No site Reclame Aqui, em que os consumidores podem relatar as experiências com as empresas, constam os principais chineses. Contra o Aliexpress, foram 5.848 reclamações nos últimos 12 meses, a maioria atendida. Contra o Mini In The Box, foram registradas 6.029 queixas em 2013, ante 388 no ano anterior. Apenas nos últimos seis meses, foram 6.591, mas apenas duas não foram atendidas. O Deal Extreme teve 1.464 reclamações registradas nos últimos seis meses – mais do que 2012 e 2013 somados.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave