“Mandato de 12 anos” em MG acaba daqui a quatro dias

Governo tucano começou com Aécio Neves e cortes de secretarias, que depois voltaram a crescer

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

 

Daqui a quatro dias, ou cerca de 96 horas, Alberto Pinto Coelho (PP) entregará a faixa de governador de Minas Gerais a Fernando Pimentel (PT) e, com isso, estará decretado o fim de “um mandato” que teve 12 anos de duração sob a batuta do PSDB.   Em 1º de janeiro de 2003, acompanhado de sua filha Gabriela, Aécio Neves (PSDB) cruzou a praça da Liberdade em direção ao Palácio de mesmo nome, então sede do governo mineiro. Recebeu a faixa de governador das mãos de Itamar Franco, então no PMDB, que ocupara o posto mais alto de Minas no período entre 1999 e 2002.  Na edição do dia seguinte, O TEMPO trazia em sua manchete: “Lula prega mudança; Aécio pede austeridade”. Na capa da mesma edição, o periódico destacava que “o novo ocupante do Palácio da Liberdade ressaltou a necessidade de cortar gastos públicos e declarou ser prioridade a ampliação de receita do Estado”.  O corte de gastos, juntamente com outras medidas, foi cunhado mais tarde como “choque de gestão”, definido como uma espécie de “divisor de águas” para o Estado – pelos tucanos e seus aliados – ou como uma “campanha de marketing” – pelos opositores. Aécio anunciou a reforma administrativa no segundo dia de mandato, quando fundiu secretarias – de 21 para 15 – e cortou cargos comissionados. De lá para cá, o número de pastas aumentou e voltou a reduzir, fechando o ciclo em 17. Desde 2003, foram três governadores de um mesmo grupo político – Aécio à frente por sete anos e três meses, Antonio Anastasia governou durante quatro anos e cinco dias, e Alberto Pinto Coelho, que completará oito meses e 27 dias em 31 de dezembro. A sede administrativa do Estado mudou de um dos principais pontos turísticos da capital mineira para uma região até então praticamente deserta.  Na economia, o Produto Interno Bruto (PIB) oscilou aos sabores das crises e acompanhou o ritmo nacional. Em 2009, ano em que a economia brasileira caiu 3,2%, em Minas o tombo foi maior: 4%. No ano seguinte, impulsionada pelas exportações, a economia mineira decolou 8,9%, contra 7,5% do país. O orçamento cresceu ano após ano, e as dívidas acumularam juros.  Na saúde, a taxa de mortalidade infantil caiu 27%. Em contrapartida, a mortalidade materna aumentou 6,3%, mesmo com programas específicos destinados a sua redução e com a tendência nacional de queda desde a década de 1990. Na educação, as taxas de analfabetismo caíram ao passo da média nacional, mas ainda seguem bem distantes da média da região Sudeste. E na área da segurança, tal como o número de presos explodiu, a taxa de homicídios também cresceu. O TEMPO selecionou, na infografia ao lado, alguns dos principais indicadores sociais e econômicos dos últimos 12 anos.

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