Uma viagem e muitas mudanças

Leonardo Beltrão aproveitou o ano de 2014 para realizar sonhos antigos

iG Minas Gerais |

Contato com a natureza. Entre as experiências na viagem, Leonardo Beltrão andou de elefante
Cleo Baptista / Divulgacao
Contato com a natureza. Entre as experiências na viagem, Leonardo Beltrão andou de elefante

Aos 30 anos de idade, após passar por um término de namoro, o gestor cultural e escritor Leonardo Beltrão decidiu que era hora de mudar. Entalado com uma rotina profissional desgastante, ele fez de 2014 um ano para realizar sonhos antigos.

“Sempre sonhei em viajar pelo mundo. Fiz uma lista de lugares que gostaria de visitar e coisas que eu queria fazer, como caminhar livremente em Londres, andar de bicicleta e visitar os coffeeshops de Amsterdã, dirigir na Toscana, ouvir os sons das mesquitas de Istambul, visitar as ilhas da Tailândia e lançar um livro”, enumera.

Com milhas aéreas acumuladas, Leonardo se planejou e comprou passagem só de ida para a Europa. “Comecei em Londres e, depois, passei por França, Holanda, Alemanha e Itália, antes de iniciar a aventura pela Ásia, saindo de Istambul e passando por Tailândia, Indonésia, Laos, Camboja e Índia. Dali, fui para a África, no Marrocos, e, depois, passei por Espanha e Portugal antes de voltar para casa, 343 dias depois”, conta Leonardo.

A lista de lugares pelos quais passou é tão vasta quanto a de coisas novas que aprendeu pelo caminho percorrido. “Aprendi culinária tailandesa e balinesa, fiz curso de reiki e massagem ayurvédica, aulas de ioga, andei de elefante, mergulhei com tubarões vegetarianos, entrei na jaula de um tigre, sofri um acidente de moto, andei de camelo e dormi no deserto”, relembra, entusiasmado, o gestor cultural.

Ao voltar para Belo Horizonte, Leonardo também conseguiu publicar seu livro de estreia, “A Festa do Adeus”, lançado em setembro. “O engraçado é que foi um livro escrito na viagem, mas não é sobre viagens. Agora, tenho vários amigos ‘encomendando’ um livro sobre a viagem. Quem sabe em 2015, não é?”, instiga.

O escritor conta que a viagem mudou totalmente sua relação com as pessoas e consigo mesmo. “Aprendi a ser mais tolerante comigo e, principalmente, com os outros. Ser mais compreensivo com todos os tipos de religiões e práticas de fé. Eu me tornei um ser humano mais humano mesmo, de maneira geral”, conclui.

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