Eles vieram para ficar entre nós

iG Minas Gerais |

Apesar dos retornos, 2014 também teve uma boa dose de renovação. Com trabalhos consistentes, artistas surgidos nos últimos anos se colocaram de vez como protagonistas do meio musical.

No Brasil, o jovem SILVA foi um dos que se posicionou como precursor de um novo caminho para a música nacional. “Vista Para o Mar”, lançado no primeiro semestre, mostra que a mistura de MPB com o eletrônico lo-fi podem render composições passíveis de figurar no cancioneiro pop. Segundo álbum do capixaba, se tornou, no ano, uma das unanimidades da crítica, que já o coloca entre os mais interessantes artistas da atualidade.

Um pouco mais experiente, o rapper paulista Criolo deu boa continuidade aos elogios gerados por “Nó na Orelha”, de 2011, e acabou protagonizando um dos frissons de 2014 com o bem-recebido “Convoque seu Buda”. A mistura de hip hop, afrobeat e samba foi a receita para mais um grande álbum do ano.

Marcelo Jeneci também colocou novos pavimentos em uma trajetória bem encaminhada ao lançar “De Graça”, segundo álbum na carreira. No disco, influências da música psicodélica e alternativa levaram o cantor a enriquecer a veia brasileira com inspirações de diversos cantos musicais.

E se esse destaque ficou com artistas do sexo masculino, na música internacional ocorreu o inverso. Foi o caso da norte-americana Taylor Swift, que com o álbum “1989” alcançou o ápice na carreira. Mesmo sendo o quinto disco na sua trajetória, foi o primeiro a incorporar elementos da música eletrônica, representando um novo rumo na carreira da artista de 25 anos – até então inspirada pelo country. A mudança foi tão bem-sucedida que rendeu a “1989” o primeiro lugar na escolha de melhor disco pelos editores da revista “Billboard”.

Aos 32 anos, a multi-instrumentista St. Vincent também deu uma guinada nas direções musicais. Com o quarto álbum, “St. Vincent”, a norte-americana enveredou pelo funk e soul, sem deixar de lado a personalidade indie. Foi escolhido o 5º melhor álbum do ano pela revista “Mojo”.

Como exceção masculina na música internacional, o duo Royal Blood fez os roqueiros balançarem a cabeça com o homônimo álbum de estreia. Som de peso, que rendeu elogios de ninguém menos que Jimmy Page. (FC)

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave