‘Fernando ultrapassou os limites’

Rosane Malta, ex-mulher de Fernando Collor, lança livro e conta detalhes do ex-presidente no poder

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

“A minha fé fez com que eu renascesse das cinzas, feito fênix. Estou aqui, hoje, pronta para enfrentar mais uma batalha porque a guerra não terminou ainda, mas no final eu tenho certeza de que o bem prevalece”. É assim que a ex-primeira-dama do Brasil, Rosane Malta, 51, define seu momento. Ex-mulher de Fernando Collor de Mello, como quem viveu por 22 anos, Rosane agora conta em um livro como foram os anos ao lado do hoje senador Fernando pelo PTB.

Autora de “Tudo que Vi e Vivi”, Rosane decidiu romper o silêncio e disse que está revelando sua história “para ajudar outras mulheres”. Diz que tem dificuldades em encontrar emprego e, por isso, exige na Justiça a revisão no valor que recebe todo mês do ex-marido, de quem ela recebe quase R$ 22 mil todo dia 1º do mês.

A ex-primeira-dama diz ter direito a até 30% do que Collor recebe mensalmente, e não os quase 30 salários mínimos mensais que caem em sua conta. “Ele (Collor) realmente paga. Não atrasa. Todo dia primeiro do mês chega lá a quantia, mas os atrasados ele não pagou ainda”, argumenta.

A ex-primeira-dama briga ainda pela devolução de suas joias, que, segundo ela, ainda estão em poder do ex-marido, e de metade do patrimônio construído enquanto os dois eram casados.

Apesar de garantir não ter “ódio” do senador, “Fernando” – como Rosane se refere ao senador – foi citado inúmeras vezes por ela ao longo entrevista de 40 minutos. No mesmo dia em que falou, por telefone, com a reportagem de O TEMPO, Rosane havia dado outras três entrevistas para contar o que está em seu livro. Simpática, ela dispensa provocações para contar sobre seu passado com o “caçador de marajás”. 

Sem timidez, ela não se esquivou em contar os bastidores da vida em Brasília. Numa história que teve como ingredientes a traição do marido, rituais de macumba e tentativa de suicídio, a agora evangélica contou ainda sobre os bastidores na política e o impeachment. 

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