Confira oito dicas para ter um bebê em 2015

Especialista diz que 10% das pessoas em idade reprodutiva enfrentam a questão da infertilidade, mas a situação tem como ser acompanha e revertida

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Em forma. O ideal é emagrecer antes de engravidar, mas não é aconselhável tentar emagrecer durante a gravidez
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Em forma. O ideal é emagrecer antes de engravidar, mas não é aconselhável tentar emagrecer durante a gravidez

Engravidar é um dos principais desejos dos casais que já estão há algum tempo junto e ainda não sentiram o gostinho de ter um bebê engatinhando pela casa. Mas 10% das pessoas em idade reprodutiva enfrentam a questão da infertilidade, o que pode gerar algum desgaste emocional e insatisfação para quem se rende aos fatos e não busca reverter essa situação adversa.

Vale dizer que as causas da infertilidade são atribuídas igualmente a homens e mulheres (40% cada), sendo que em 20% dos casos há outros fatores originando o problema, inclusive a incompatibilidade do casal.

“Mensalmente, as chances de um casal gerar um bebê giram em torno de 20%. Essa taxa despenca para 8% depois dos 40 anos. É aconselhável, então, que o casal que está tentando engravidar há um ano sem sucesso procure ajuda o quanto antes, a fim de não comprometer as chances de um procedimento bem-sucedido”, diz Assumpto Iaconelli Junior, especialista em Reprodução Humana e diretor do Fertility Medical Group.

O especialista aponta oito dicas para quem quer ter um bebê em 2015:

1- Identifiquem o problema. “Quando o casal tenta engravidar por mais de um ano sem sucesso, mesmo utilizando todos os períodos férteis da mulher, é preciso reconhecer que pode haver algo errado. Nessas situações, não adianta ficar estressado, triste, e se acomodar como se tivesse recebido uma sentença de incapacidade de ter um filho. Com a evolução da Fertilização Assistida, vale muito a pena buscar ajuda especializada o quanto antes, até mesmo porque pode ser algo de fácil solução.”

2- Procurem se unir ainda mais. “Por mais que familiares e amigos comecem a especular qual dos dois pode ser infértil, não deixem que isso interfira no bem-estar do casal. Ao contrário, comportem-se como se formassem um time empenhado em ser vitorioso. Quando a mulher cuida do emocional do marido e vice-versa, impedindo que aborrecimentos que vêm de fora atinjam o casal, as chances de sucesso são ainda maiores.”

3- Encontrem profissionais da sua confiança. “Recorram a uma clínica com boa reputação. Quando você conta com profissionais especializados, faz todos os exames e consultas necessárias para obter um diagnóstico acertado, isso tudo contribui de forma muito positiva para alcançar o objetivo de engravidar.”

4- Definam quanto tempo e recursos estão dispostos a investir nesse sonho. “Tem gente que se abala demais numa primeira tentativa sem sucesso e outros que empenham muitos anos e todas as economias até concretizar o sonho de ter um bebê. Mas é fundamental que o casal estabeleça uma relação de muita franqueza com seu médico para que, juntos, estabeleçam por quanto tempo estão dispostos a fazer um tratamento de fertilização assistida. Esse tipo de definição é importante, inclusive, para se lidar melhor com a ansiedade.”

5- Cuidem da alimentação e controlem o peso. “Mais de 10% dos casos de infertilidade são atribuídos ao excesso ou à falta de peso. A obesidade (e até mesmo o sobrepeso) pode ter impacto negativo nos ovários, onde os óvulos são produzidos, como no endométrio, onde são depositados os óvulos fertilizados. Além disso, o excesso de peso favorece o surgimento de diabetes gestacional e mesmo de hipertensão. Com relação aos homens, vários estudos comprovam que aqueles que estão acima do peso têm espermas de pior qualidade – problema que se agrava quando a pessoa tem mais de 40 anos. Também vale a pena abolir toda gordura trans da alimentação e evitar alimentos ricos em colesterol, amido e açúcar. Cafeína em excesso também deve ser evitada, já que aumenta o risco de abortamento.”

6- Combatam juntos o sedentarismo. “Elejam um esporte que possam praticar juntos, de forma prazerosa. Combater o sedentarismo é uma das grandes decisões de quem não pratica exercício algum, já que se sentirá muito melhor em termos emocionais e físicos. Claro que cada um dos parceiros deve manter seus interesses individuais, mas caminhar juntos no parque, por exemplo, pode ser uma boa atividade para que um motive o outro a levantar cedo e se mexer. Só devem tomar cuidado para não exagerar.”

7- Interrompam o uso de álcool, cigarro e outras drogas. “A dica é adotar tolerância zero com relação ao consumo de álcool – e, consequentemente, de cigarros e drogas. Todos esses vícios diminuem consideravelmente as chances de gerar um bebê – além de prejudicar a saúde como um todo, obviamente. Casais em tratamento de fertilização são altamente aconselhados a adotar hábitos de vida mais saudáveis, já que as centenas de substâncias presentes no cigarro e nas bebidas alcoólicas aumentam o estresse oxidativo sistêmico – que inclusive pode piorar a qualidade dos oócitos e a qualidade do sêmen.”

8- Livrem-se do estresse e sejam positivos. “Um em cada três casais que recorrem à ajuda especializada para tratar a infertilidade não pode ter filhos biológicos do pai ou da mãe.  Ao mesmo tempo em que é importante encarar a realidade, é fundamental também manter a esperança em alta. Nesse sentido, recorrer a terapias alternativas para equilibrar o emocional – seja acupuntura, psicodrama, massagens terapêutica etc. – é bastante indicado. Hoje em dia, inclusive, há vários tipos de terapia incorporados aos tratamentos de fertilização in vitro. Está comprovado que o estresse está intimamente relacionado ao excesso de radicais livres que, por sua vez, têm impacto negativo sobre o DNA, lipídios e proteínas, dificultando a gravidez.”

Apesar das dicas, que podem ser muito úteis, Assumpto Iaconelli Junior alerta que não existe um passo a passo a ser seguido por todos os casais. Por isso, o monitoramento ciclo a ciclo da resposta da paciente se torna indispensável. “Vale dizer que os protocolos estão cada vez mais seguros e convenientes à paciente e, de modo mais amplo, ao casal”, diz o especialista.