Prefeitura mantém eleição para nome de gorilinha

De acordo com a assessoria da Prefeitura, apesar da votação já ter sido concluída, ainda não há data para a divulgação do nome do primata

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Filhote nasceu em setembro deste ano
Suziane Fonseca/Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte
Filhote nasceu em setembro deste ano

Prefeitura de Belo Horizonte informou nesta sexta-feira que deverá manter a votação para a escolha do nome do segundo filhote de gorila nascido em cativeiro na América do Sul. O parecer favorável à eleição foi encaminhado ao Ministério Público (MP) pela Procuradoria Geral do Município, após polêmica sobre a origem dos nomes levar a suspensão do processo. De acordo com a assessoria da Prefeitura, apesar da votação já ter sido concluída, ainda não há data para a divulgação do nome do primata.

Ao receber a denúncia do Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (Insod), que questionou a escolha de nomes de origem africana para o gorila, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e a Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos do município pediram o imediato cancelamento da votação ou a substituição dos nomes por outros que não contenham origem africana.

Na última quinta-feira, no entanto, o Prefeito Marcio Lacerda (PSB) comentou a intenção da PBH de manter a eleição. Para o prefeito, existem outros problemas mais sérios na cidade para serem discutidos.

Procurada pela reportagem, a Insod informou que cumpriu o seu papel e que o desdobramento do processo não caberia à ONG. As promotoras autoras da recomendação para a suspensão da votação não foram encontradas para comentar o caso, pois estariam de férias e só voltariam e janeiro, segundo o MP.

O filhote macho dos gorilas Imbi e Leon, que nasceu em setembro, ainda não foi batizado. Como opções, a população da capital poderia escolher entre Ayo, que tem como significado “felicidade”, Bakari, que significa “o que terá sucesso”, e Jahari, que quer dizer “jovem forte e poderoso”.

Polêmica

Muitos leitores de O Tempo não concordaram com a decisão da suspensão. Em enquete realizada neste mês pela Internet, 77% disseram não ver nenhuma forma de racismo no caso.

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