Avião jordaniano que teve piloto capturado pelo EI teria sofrido pane

O Exército jordaniano rechaçou que seu avião tenha sido abatido pelos jihadistas, apesar destes últimos terem afirmado o contrário

iG Minas Gerais | AFP |

O avião militar jordaniano que caiu na quarta-feira (24) no norte da Síria sofreu uma "falha técnica", afirmaram nesta sexta-feira (26) à AFP opositores do regime e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O piloto Maaz al Kasasbeh, que foi capturado pelo grupo Estado Islâmico (EI), "voava a baixa altitude quando bombardeou uma fábrica de tijolos antes de desaparecer. Depois, a aeronave reapareceu, mas desta vez soltava fumaça. Acho que sofreu uma falha técnica", contou à AFP Obada al Hussein, um militante da cidade de Raqa, contactado pela internet.

Abu Ibrahim, outro militante originário desta região, também mencionou uma "falha técnica".

"O avião caiu em uma região denominada Hamra Ghannam, ao leste de Raqa [reduto do EI na Síria]", disse Abu Ibrahim, que deixou a região devido às perseguições do EI, mas continua informando-se sobre o que ocorre ali.

O OSDH deu uma versão similar. "Testemunhas contaram que a aeronave voava muito baixo por causa de uma falha técnica. Depois, viram como membros do EI atiravam contra o avião com metralhadoras e lança-foguetes portáteis", declarou à AFP o diretor desta ONG, Rami Abdel Rahman.

"O piloto se ejetou após ter comprovado que não podia recuperar altitude", acrescentou.

Nael Mustafa, outro ativista de Raqa, confirmou esta versão à AFP: "O piloto voava a baixa altitude quando o EI disparou contra o avião".

O Exército jordaniano rechaçou que seu avião tenha sido abatido pelos jihadistas, apesar destes últimos terem afirmado o contrário.

"Os primeiros indícios mostram que a aterrissagem forçada (...) não foi provocada por disparos do Daech (acrônimo, em árabe, do EI)", segundo comunicado publicado na sexta-feira na página do Exército jordaniano.

O comando americano na região (Centcom) tinha refutado na quarta-feira (24) a versão do EI, segundo a qual os jihadistas teriam abatido o avião com um míssil terra-ar, equipado com detector de infravermelho que permite ao projétil se dirigir a uma fonte de calor, neste caso, o motor da aeronave.

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