Estatal usou laranja no comando de empresa

iG Minas Gerais |

Brasília. A Petrobras usou o dono de um escritório de contabilidade, com remuneração mensal de R$ 1.500 acertada em contrato, para presidir a empresa que construiu a rede de gasodutos Gasene, entre Rio de Janeiro e Bahia, passando pelo Espírito Santo.

Antônio Carlos Pinto de Azeredo exerceu o cargo de presidente da Transportadora Gasene, empresa estruturada pela estatal para a construção dos gasodutos, e que passou a ser investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeita de superfaturamento, dispensa de licitação e pagamentos sem prestação dos serviços.

Azeredo também usou o escritório de sua empresa – a Domínio Assessores – como sede oficial da Gasene. Em entrevista ao jornal “O Globo”, ele disse ter funcionado como um preposto da Petrobras, numa função “puramente simbólica”, em que só assinava os contratos a partir de autorizações da estatal. Azeredo diz que não se considera um laranja.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave