Praticidade dos mercadinhos conquista o consumidor de BH

De 2007 a 2012, Minas ganhou cerca de 8.000 minimercados, crescimento de 25% no setor

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Franciely aproveita mercado perto do trabalho
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Franciely aproveita mercado perto do trabalho

Há um ano e meio, Patricia Regina de Almeida Viana deixou um emprego na área de mineração e virou empresária. O segmento escolhido por ela, o dos minimercados, é um dos que mais crescem no país. De acordo com o Sebrae, entre 2007 e 2012, Minas Gerais ganhou cerca de 8.000 mercadinhos, um crescimento de 25% no setor. “Em pequenas cidades, eles já são bastante comuns. Agora, estão vindo também para as grandes cidades, porque o consumidor está em busca de comodidade e atendimento personalizado”, diz o gerente de inteligência empresarial do Sebrae Minas, Ricardo Leopoldo.

É exatamente isso que os clientes do Empório Gerais, de Patrícia, buscam. “Vou pela qualidade dos produtos e pelo preço. E também porque é no caminho do meu trabalho e o atendimento é muito bom”, diz a psicóloga Nely Bittencourt, 83, que faz compras no local pelo menos uma vez por semana. Seu produto preferido são biscoitinhos caseiros. “Chego em casa e completo com um chá”, diz. Ela completa que, para fazer as compras de mantimentos e produtos de limpeza, também prefere estabelecimentos menores do que ir aos super e hipermercados. “Acho mais fácil”, afirma.

Patrícia conta que começou vendendo produtos como queijos, linguiças caseiras e carnes mais trabalhadas, pré-cozidas ou com recheio. Depois, incrementou o mix de produtos para atender às demandas da freguesia. “Fui agregando de acordo com o que o cliente pedia. Coloquei salgados de rápido preparo, pão de queijo caseiro, temperos, bebidas e coisas básicas de mercearia, como leite, pão, café, arroz e feijão”, diz.

De acordo com ela, a maior parte da clientela é formada por pessoas que moram ou trabalham nas imediações. A comodidade é um dos principais motivos que levam os consumidores aos mercadinhos de todo o país. Pesquisa da consultoria GfK Brasil mostrou que a proximidade é o principal motivador de compra para 92% dos consumidores que frequentam esse tipo de estabelecimento, porque fazer as compras ao lado de casa significa um deslocamento menor e mais rápido.

A copista Franciely Coelho, 21, mora em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, e diz que queria um mercadinho perto de casa. “Faz muita falta, mas não tem nada parecido lá”, diz. Por isso, virou cliente do minimercado que fica perto do trabalho e do local onde estuda enfermagem.

Como diferenciais, ela destaca o mix de produtos, que mistura itens práticos para o dia a dia com produtos diferenciados, como os caseiros, e o atendimento. “A gente é tratado como se fosse ‘de casa’ e isso faz muita diferença”, elogia. Seu produto preferido é a picanha pré-cozida.

Caixas

Características. São considerados mercadinhos os estabelecimentos que têm, no máximo, quatro caixas para pagamento e faturamento de pequena empresa: até R$ 3,6 milhões por ano.

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