Troncos mortos ainda estão sem destinação

iG Minas Gerais |

O que será feito com as espécies mortas que permanecem nas avenidas é discutido há dois meses por uma comissão composta por representantes de várias esferas: prefeitura, Movimento Fica Fícus, empresários das imediações onde estão as árvores, Associação de Feirantes da avenida Bernardo Monteiro e Ministério Público.

Cinco reuniões já foram realizadas para pensar como recompor a paisagem desses espaços. Os troncos que restaram – e não há esperança de renascimento – não puderam ser retirados porque fazem parte de um conjunto tombado pelo patrimônio municipal. Qualquer decisão em relação a eles é necessário o aval do Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico de Belo Horizonte.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a proposta principal é manter espécies de porte monumental e voltar com a tradicional Feira das Flores para a avenida Bernardo Monteiro. Mas árvores do mesmo tipo podem ser atacadas pela mosca-branca novamente, conforme explicou a gerente de gestão ambiental, Márcia Mourão.

Alguns grupos são a favor da permanência dos fícus mortos na cidade. Para a superintendente da Amda, Maria Dalce Ricas, as árvores devem ser mantidas como herança. “Pode ser feita uma intervenção artística nos troncos para guardar a história desses belos fícus e plantar outras espécies ao lado”.

Os feirantes afirmaram que as vendas caíram em torno de 30% depois que saíram da Bernardo Monteiro e se instalaram na avenida Carandaí. A reportagem não conseguiu contato com o Movimento Fica Fícus. (JS)

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