Áudios fazem parte de instalação

iG Minas Gerais |

Nova York. Muitos dos áudios, em conjunto com as esculturas de Robleto e modelos do coração artificial, fazem parte de sua nova instalação, “O Limite da Vida É Atravessado Silenciosamente”, em exposição no museu Menil Collection, em Houston, até o dia 4 de janeiro.

Após a abertura da exposição, Feaster e Robleto descobriram um gráfico fotográfico criado em 1869 por um médico francês, Charles Ozanam, retratando o pulso de um francês de 100 anos de idade, um certo senhor Léger, poucos meses antes de sua morte. Feaster converteu os traçados em som, dando vida ao pulso de um homem nascido no século XVIII.

Para dar voz aos traços, Feaster digitalizou as inscrições da linha ondulada de Von Vierordt. Para a altura da linha, que representa um aumento ou decréscimo na quantidade da pressão sanguínea, ele determinou frequências sonoras mais altas e baixas.

Feaster empregou programas geralmente usados para reproduzir trilhas sonoras de filmes – o mesmo método que ele e colegas vêm utilizando desde 2008 para dar voz a traçados pictóricos da fala humana que antecedem em 20 anos o fonógrafo de Thomas Edison.

Os sons ressuscitados “demonstram que limiares antes considerados barreiras permanentes para acessar a história são, às vezes, mais porosos e maleáveis”, disse o artista Dario Robleto.

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