Os produtos de Minas Gerais como obsessão

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Lincon Zarbietti / O Tempo
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O Aproxima foi o primeiro evento a dar as caras em 2014. Com um olhar voltado para dentro das fronteiras mineiras, ele surgiu, segundo Eduardo Maya, da necessidade de valorizar o que é produzido em Minas Gerais, Estado que ele chama de “a Toscana brasileira”.

Dividido em três frentes, teve como estreia o Circuito Aproxima, realizado em 80 estabelecimentos. A segunda fase do projeto começou em julho: a Feirinha Aproxima, realizada aos primeiros sábados de cada mês no Mercado Distrital do Cruzeiro e que, depois, se tornou itinerante. “Fizemos, também, no Mercado das Borboletas e na Pampulha. Para o ano que vem, queremos Savassi, Belvedere, Barreiro, Lourdes”, diz Maya.

Explicitamente inspirada nos eventos do Mistura, festival peruano que colocou Lima no mapa da gastronomia mundial, a Feirinha conta com cerca de 30 barracas de produtos típicos de Minas e pratos de restaurantes de Belo Horizonte. “O público aceitou a feirinha muito bem, foi muito melhor do que as nossas expectativas. Cumprimos nosso objetivo de levar o mineiro a provar Minas Gerais”, diz Maya.

Um terceiro braço do evento, que estava previsto para maio, porém, não foi realizado: o Estação Aproxima, na praça da Estação, que seria uma celebração de quatro dias para colocar a cultura culinária mineira em evidência. “A Copa do Mundo atrapalhou”, comenta o gastrônomo.

Em compensação, um evento não planejado inicialmente acabou acontecendo: sob o nome Tropeiros Aproxima, a feirinha desembarcou em novembro em São Paulo, com produtos e chefs mineiros, que dividiram o espaço com chefs paulistanos. “Os projetos começam e tomam identidade própria. Foi isso o que aconteceu. Queremos levar para onde seja possível, porque esse intercâmbio é muito saudável. Estamos negociando com o Rio de Janeiro, Brasília e Lisboa”, afirma. (LC)

 

 

 

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