Após chuva, até contêiner vai parar na orla paulista

Turistas reclamam de sujeira após tempestade em Maresias

iG Minas Gerais |

Areia. Turistas em Maresias, em meio a sujeira que o rio jogou no mar devido às fortes chuvas
MÁRCIO FERNANDES
Areia. Turistas em Maresias, em meio a sujeira que o rio jogou no mar devido às fortes chuvas

SÃO SEBASTIÃO. Uma das praias mais badaladas de São Sebastião, no litoral Norte de São Paulo, Maresias amanheceu nesta quinta-feira com muita sujeira em sua orla. A areia branca da praia de Maresias deu lugar a galhos de árvores e lixos, que se espelharam pela orla por causa do temporal que atingiu a região entre terça e quarta-feira.

Nesta quinta-feira o sol aparece entre nuvens em Maresias e poucos banhistas foram para a praia. Os turistas se queixaram da sujeira no local. Era possível ver, além de muitos galhos de árvores, lixos como lata de óleo, pneus velhos, embalagem de manteiga, chinelo e roupa.

Até mesmo um contêiner que estava na obra da nova ponte da Estrada do Cascalho, na praia de Boiçucanga foi deslocado pela enxurrada até a orla. Segundo moradores da região, o contêiner, que foi pichado, tinha ferramentas de trabalho de funcionários da prefeitura.

“Está difícil achar um lugar para estender a toalha e tomar um sol. A praia está muito feia”, disse a vendedora Júlia Marques, 35, que estava acompanhada do namorado para celebrar o Natal juntos. Na praia, havia até mesmo uma grande lata de lixo virada na areia por causa do forte vento durante o temporal.

Já a dona de casa Maiza Araújo Siqueira, 50, pegou uma vassoura emprestada dos bombeiros para ajudar a limpar a parte da praia em que uma amiga tem uma barraca. “Se todos fizessem isso a praia ficaria limpinha bem rápido”, afirmou.

ESTRADAS. Em dez horas, a cidade recebeu a quantidade esperada para dois meses de chuvas – foram 179 mm. A queda de barreiras e a erosão da estrada ainda prejudicam a passagem de veículos pela rodovia Rio-Santos (SP–55), que continua totalmente interditada, entre o KM 147 e KM 145, devido a uma cratera que abriu na pista.

Outro ponto de bloqueio fica no KM 147, perto da praia de Toque-Toque Pequeno, onde houve abertura de rachaduras e afundamento da pista.

Técnicos da Defesa Civil e engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) fizeram ontem uma avaliação na rodovia para verificar se ela pode ser liberada parcialmente no trecho atingido pela erosão. Ainda não há previsão de normalização do tráfego, e o órgão pede que os motoristas consultem as condições da rodovia pelo telefone 0800 055 5510 antes de viajarem.

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