Lésbicas ganham até 20% mais que heteros nos EUA

Já os homens homossexuais, ao contrário das mulheres, ganham menos que os heterossexuais; de acordo com o estudo, os gays recebem até 16% menos que os homens heterossexuais

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Assumindo-se homossexuais, as empresas acreditam que as lébicas têm menos chances de incorporar compromissos tradicionais do gênero, como casamento, filhos e responsabilidades domésticas
Paulo Pinto/ Fotos Públicas
Assumindo-se homossexuais, as empresas acreditam que as lébicas têm menos chances de incorporar compromissos tradicionais do gênero, como casamento, filhos e responsabilidades domésticas

Um estudo recentemente divulgado pelo Banco Mundial mostra que mulheres homossexuais ganham mais que as heterossexuais. Já os homens homossexuais, ao contrário das mulheres, ganham menos que os heterossexuais. O levantamento coloca os Estados Unidos e a Alemanha no topo da distinção entre profissionais do mesmo sexo, mas com orientação sexual diferentes. As informações são do blog Expediente do jornal "Estado de S. Paulo".

O estudo foi realizado em países que possuem leis contra discriminação com base na orientação sexual e, por isso, o Brasil não participou da pesquisa.

Dentre os países analisados, foram estudados mercados como dos EUA, onde uma lésbica ganha em média 20% mais que as demais mulheres. O dado se repete na Alemanha (11%), Canadá (15%) e Inglaterra (8%). Já entre os trabalhadores do sexo masculino, os gays recebem 16%, 9%, 12% e 5% menos que os heterossexuais nos respectivos países.

O especialista Nick Drydakis, um dos autores da pesquisa, afirmou em entrevista ao jornal "The Telegraph", que uma provável explicação para tamanha discrepância entre mulheres envolve a confiança do empregador. Assumindo-se homossexuais, as empresas acreditam que as lésbicas têm menos chances de incorporar compromissos tradicionais do gênero, como casamento, filhos e responsabilidades domésticas.

Quando aos homens, o especialista diz que não consegue encontrar outra explicação que não o preconceito. “A diferenciação entre os salários de homens homossexuais e heterossexuais não é explicada por diferenças em níveis educacionais, experiência profissional ou tipo de ocupação. (Os baixos salários) são geralmente interpretados com uma evidência da discriminação no mercado de trabalho”, destaca.