Lei quer extinguir, até 2020, utilização de carroças

Prefeitura alega que medida vai melhorar trânsito e preservar animais; carroceiros reclamam

iG Minas Gerais | da redação |



Uso de tração animal já foi questionada também em Belo Horizonte
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Uso de tração animal já foi questionada também em Belo Horizonte

A Prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata, sancionou ontem lei que regulariza o uso de Veículos de Tração Animal (VTA), delimita o horário de circulação das carroças no centro – das 8h30 às 11h e das 13h às 17h – e determina que os carroceiros cadastrem os veículos no Executivo municipal, para que possam ser fiscalizados. Já em vigor, o texto vale até 2020, a partir de quando a atividade será extinta, o que indignou profissionais do setor.

Segundo a lei, os mais de cem carroceiros da cidade terão 120 dias para registrar os veículos. Profissionais que descumprirem as determinações da legislação, que prevê inclusive cuidados com as animais, poderão receber multas e ter a autorização cassada. “Carroceiros terão oportunidade de evitar a sobrecarga dos animais”, afirma o presidente da Aliança Juizforana de Defesa e Proteção Animal, Antônio José Vieira.

O Executivo informou que os profissionais serão incluídos em programa social que oferecerá qualificação e novas oportunidades. “Daremos suporte para que os carroceiros usem veículos mais modernos, como motos”, afirmou o prefeito, Bruno Siqueira (PSDB).

As medidas desagradaram a categoria. “O melhor seria a gente receber uma aposentadoria, pois não temos condições de mudar de profissão ou tirar carteira para conduzir moto”, argumenta o presidente da associação, Marçal de Paula Soares Menezes.

Capital

Polêmica. Projeto de lei do vereador Adriano Ventura (PT), que propõe a substituição, na capital, das carroças por veículos motorizados, não foi bem visto pelos carroceiros, que temiam o fim da atividade. Após protestos, o texto foi retirado da pauta. Negociações. “A Casa se comprometeu a encontrar soluções que atendam todas as partes ”, diz Ventura.

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