Cassações “com naturalidade”

iG Minas Gerais |

Brasília. Apontado como favorito na disputa para comandar a Câmara dos Deputados em 2015, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), afirmou ontem que os eventuais processos de cassação de congressistas envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras não dependerão do novo comando da Casa.

O peemedebista disse que, se eleito, tratará os processos de quebra de decoro com naturalidade para dar o tamanho que a crise merece, seguindo o regimento.

Um dos pivôs do esquema de corrupção, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que entregou à força-tarefa que investiga as irregularidades uma lista com o nome de cerca de 30 políticos. “Não depende do presidente da Casa cassar ou impedir a cassação. Ele cumpre o regimento. O regimento tem um rito para isso. Não dependerá do presidente. Não tem como fugir, é uma questão regimental”, disse o peemedebista.

O líder afirmou ainda que a possível investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) não caracterizará a quebra de decoro parlamentar. “Os pedidos de perda de mandato podem ser apresentados por partidos políticos no Conselho de Ética. Aqui no Parlamento discute-se quebra de decoro. Não é porque tem suspeita de ilícito penal que tem quebra de decoro automaticamente. Se fosse assim, toda abertura de inquérito ou denúncia no Supremo (seria). Tem várias em andamento e não tem representação pedindo a cassação.

No início do mês, a Câmara cassou o mandato do ex-petista André Vargas (PR) por ligação com o doleiro Alberto Yousseff, um dos envolvidos pelo esquema na Petrobras.

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