Foco no olhar contemporâneo

Coleção Ludwig e fotos da série “Genesis” de Sebastião Salgado são as exposições mais visitadas neste ano em BH

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Fotografia. O segmento esteve bem representado pelas criações de Sebastião Salgado que fizeram grande sucesso na mostra “Genesis”
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Fotografia. O segmento esteve bem representado pelas criações de Sebastião Salgado que fizeram grande sucesso na mostra “Genesis”

A inauguração de espaços em Belo Horizonte, no ano passado, trouxe a expectativa de uma oferta maior de exposições na cidade, o que vem acontecendo de fato desde 2013. A chegada do Circuito Cultural Banco do Brasil à praça da Liberdade, por exemplo é um deles. Foi lá, inclusive, que o público pôde conferir a exposição “Visões na Coleção Ludwig”, atualmente a mais visitada da casa e de todo o 2014. De acordo com a instituição, 119.810 pessoas circularam pelo local entre os meses de agosto e outubro.

As cerca de 80 obras, oriundas do acervo do colecionador alemão Peter Ludwig, foram exibidas no Brasil pela primeira vez e nesse conjunto havia peças de Picasso, Basquiat, Jeff Koons, entre outros. Os trabalhos percorreram, assim, o desenvolvimento de um olhar que culmina na produção de arte contemporânea. Esse recorte é enfatizado com “Ciclo – Criar com o que Temos”, atualmente em cartaz no local.

Com curadoria de Marcello Dantas, o segundo projeto expositivo celebra os cem anos dos primeiros ready-mades de Marcel Duchamp, artista fundamental para as vertentes que se desenvolveram a partir do século XX. Criações de nomes de diversas nacionalidades, como a portuguesa Joana Vasconcelos e o mexicano Pedro Reyes, refletem a importância do pensamento do artista franco-americano até o presente.

Outro destaque do ano foi a exposição “Genesis”, de Sebastião Salgado, que levou 107.903 visitantes à Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e ao Espaço Mari’Stella Tristão, entre junho e agosto, no Palácio das Artes. Mais de 200 fotografias aproximaram paisagens e cenários de ambientes mais afastados dos centros urbanos e espalhados em várias partes do mundo, do olhar de cada um dos espectadores.

Aclamadas internacionalmente, as imagens de Salgado tiveram outro momento importante neste ano, quando a série “Êxodos” foi exposta entre agosto e novembro no Museu Inimá de Paula. Concebidas a partir de 1994, aquelas vieram na esteira de “Trabalhadores” (1986-1992) e, junto com essas, mostram os reflexos das mudanças socioeconômicas mundiais sobre as populações humanas.

A trajetória de Amilcar de Castro, narrada por meio de uma vasta quantidade de trabalhos, desde desenhos a pinturas e esculturas, marca outro ponto alto no calendário de mostras que se estendeu de 2013 até o início deste ano. “Amilcar de Castro: Repetição e Síntese” foi apreciada por 82.014 frequentadores do Circuito Cultural Banco do Brasil.

Tradicionalmente responsável por programações de peso, a Casa Fiat de Cultura abriu sua nova sede, integrando o Circuito Cultural Praça da Liberdade, em junho deste ano. Ela deixou de funcionar no bairro Belvedere para sediar suas atividades no antigo Palácio dos Despachos, reformado para receber coleções como a “Barroco Itália Brasil – Prata e Ouro”, que registrou um volume de 65 mil visitantes, entre junho e setembro. Peças representativas do barroco italiano, datadas do século XVII, foram vistas ao lado de criações de outros brasileiros associados ao movimento no país, a exemplo de Aleijadinho, Mestre Valentim e Mestre de Piranga.

De volta à produção mais recente, “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim”, é outra iniciativa que chama a atenção e está atualmente em cartaz no Palácio das Artes. Ao ocupar todas as galerias da instituição e também o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, a mostra marca a primeira exposição de obras do Inhotim fora do seu espaço.

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