Dólar comercial volta a ser cotado acima de R$ 2,70

Moeda norte-americana fechou a terça-feira (23) com alta de R$ 0,044; cotação subiu em todo o mundo, em resposta à recuperação da economia dos EUA

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Depois de superar R$ 2,50, dólar fecha praticamente estável
ADEM KAYA/ARQUIVO STOCKXPERT
Depois de superar R$ 2,50, dólar fecha praticamente estável

A recuperação da economia norte-americana fez o dólar voltar a superar a barreira de R$ 2,70 pela primeira vez em seis dias. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (23) vendido a R$ 2,709, com alta de R$ 0,044.

A última vez em que o dólar havia fechado acima de R$ 2,70 foi no dia 17. No dia 16, a divisa tinha encerrado em R$ 2,7355, no maior valor desde março de 2005.

O dólar chegou a iniciar o dia em queda. Na mínima do dia, por volta das 11h, a cotação chegou a atingir R$ 2,655. Nos minutos seguintes, porém, a moeda norte-americana disparou, após a divulgação do crescimento da economia dos Estados Unidos no terceiro trimestre.

A cotação da moeda norte-americana subiu em todo o mundo, beneficiada pela recuperação da economia norte-americana, que cresceu a uma taxa anualizada de 5% de julho a setembro. O crescimento está acima dos 3,9% estimados inicialmente e representa a maior subida trimestral da economia dos Estados Unidos em 11 anos.

Os cálculos apresentados pelo governo sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) entre julho e setembro superaram as expetativas dos analistas, que projetavam crescimento anualizado em torno dos 4%. A taxa anualizada é calculada ao pegar o ritmo de crescimento de um trimestre e estendê-los para os 12 meses anteriores.

O dólar foi também impulsionado pelos dados de consumo nos Estados Unidos, que subiu 0,6% em novembro, valor mais elevado em três meses.

O crescimento além do esperado da economia norte-americana abre caminho para que o aumento dos juros da maior economia do planeta seja antecipado para o início de 2015. Juros mais altos nos Estados Unidos provocam a fuga de capitais dos demais mercados, principalmente de países emergentes, como o Brasil.

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