Polícia prende 15 acusados de levar drogas para dentro de presídios

Os presos vão responder por tráfico de drogas e associação ao tráfico de drogas, podendo ter a pena agravada por atuarem dentro das unidades prisionais

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (23), 15 pessoas acusadas de participar de um esquema que levava drogas para dentro dos presídios do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. O objetivo da operação Sob Medida era cumprir 60 mandados, sendo 34 de prisão e 26 de busca e apreensão.

As prisões foram realizadas em diversos pontos da cidade e a operação contou com 250 policiais, 80 veículos e com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Os presos vão responder por tráfico de drogas e associação ao tráfico de drogas, podendo ter a pena agravada por atuarem dentro das unidades prisionais.

A investigação começou há cerca de oito meses e identificou uma nova vertente do tráfico de drogas, que saía das comunidades, e abriu um novo caminho para algumas unidades prisionais da capital fluminense. Ao todo, 25 pessoas já foram presas no decorrer da investigação e nove continuam foragidas. Entre os presos de hoje, estão duas mulheres apontadas como organizadoras do grupo.

Segundo o delegado titular da 44ª DP, de Inhaúma, José Luiz Duarte, as traficantes conhecidas por "Tia Kátia" e "Tia Cláudia" são responsáveis por confeccionar o material em cápsulas e agenciar mulheres para transportar a droga em suas partes íntimas. Além disso, quatro detentos eram encarregados de fazer o tráfico de drogas dentro dos presídios.

O delegado explicou como funcionava a ação das organizadoras do grupo. "A Cláudia é companheira de um preso e ela tinha dupla missão na empreitada criminosa. Ela levava a droga, assim como também agenciava outras pessoas para vender no sistema e fazer esse tipo de comércio. Ela fazia uma proposta de pagamento de R$ 400 para cada entrega de entorpecente dentro do presídio", contou Duarte.

Durante o tempo de investigações, a polícia realizou duas prisões em flagrante. Segundo o delegado, as mulheres eram submetidas a uma revista na fila da visita dos presídios e, caso houvesse algum tipo de suspeita, eram retiradas da fila e submetidas a uma inspeção pelos guardas.

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