Família é pensamento unânime de jogadores no tempo de folga

Treinos, jogos e viagens impede que atletas estejam próximos de esposa, filhos e pais durante a exigente temporada

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Serginho aproveitou os alpes suíços ao lado da amada
Serginho aproveitou os alpes suíços ao lado da amada

Mesmo com a Superliga e o Novo Basquete Brasil (NBB) acontecendo durante 'apenas' cinco meses, os jogadores sofrem com a distância dos familiares. É preciso abrir mão das pessoas mais próximas, como esposa, filhos e pais para se sacrificar em prol da equipe. Treinos, jogos e viagens fazem o contato com quem se ama ser pequeno e muito aquém do que se gostaria.

Folgas, como a do final de ano, que já acontece, são raras e os atletas não pensam duas vezes antes de decidir o que fazer neste recesso: ficar com a família. Mesmo que nenhuma viagem aconteça, o mais importante é estar ao lado de quem é motivo de inspiração durante a temporada. É o caso do líbero Serginho, do Sada Cruzeiro, que tem boa parte da sua família residindo em Belo Horizonte. "Não vou viajar e vou tentar aproveitar o máximo a presença deles", comenta o defensor.

Seus companheiros de equipe seguem o mesmo caminho e vão aproveitar ao máximo os seguidos dias sem compromissos profissionais. "A gente fica muito tempo longe deles, então a hora agora é para descansar e matar essa saudade. A Superliga é puxada e não temos tempo para outra coisa a não ser focar na nossa responsabilidade dentro de quadra. Quando temos algum tempo, ele é dedicado à família. Sabemos que assim que esse período de festas passar, o bicho pega novamente", indica o levantador William, prestes a ser pai pela segunda vez. A esposa Bruna, mãe da pequena Nina, está grávida de Cauã, que chegará para ser uma nova fonte de inspiração para 'El Mago.'

O ponta Filipe, também do Sada Cruzeiro, pai de dois filhos, sabe que o tempo livre é precioso e pretende aproveitá-lo levando a família para uma viagem curta. "Devo ir para algum hotel ou resort, essa folga é merecida. É bom porque os meninos estão de férias na escola, então temos todo o tempo livre. Vou estar também com meus pais para recarregar as baterias. O ano de 2015 promete", relata.

No basquete não é diferente. O ala-armador do Minas, Robby Collum, já pensa em estar ao lado de quem raramente vê quando o campeonato brasileiro está em andamento. Natural de Racine, em Wisconsin, nos EUA, ele pretende dar um pulo na terra do Tio Sam para rever os entes queridos e aproveitar uma folga rara.