Ucrânia renuncia a status de Estado não-alinhado para entrar na Otan

Entrada da Ucrânia na Otan algo é que a Rússia não aprova; presidente Petro Poroshenko comemorou em sua conta no Twitter; "por fim, corrigimos este erro", escreveu

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

O Parlamento da Ucrânia decidiu nesta terça-feira (23) renunciar ao status de país não-alinhado para permitir sua entrada na Otan, a aliança militar ocidental, algo que a Rússia não aprova.

As emendas legislativas foram aprovadas por 303 deputados, enquanto oito votaram contra.

"A agressão da Rússia contra a Ucrânia, a anexação ilegal de sua república autônoma da Crimeia, a intervenção militar nas regiões orientais da Ucrânia justificam a necessidade de buscar garantias mais eficazes de independência, soberania, segurança e integridade territorial da Ucrânia", dizia o projeto de lei.

A lei deve ser promulgada pelo presidente Petro Poroshenko, que comemorou a aprovação em sua conta no Twitter. "Por fim, corrigimos este erro", escreveu.

O líder ucraniano reitera, desde sua vitória nas eleições presidenciais de maio, que a entrada na Aliança Atlântica será decidida através de um referendo.

"A integração europeia e euroatlântica é o caminho sem outra alternativa para a Ucrânia", completou Poroshenko.

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, advertiu em sua página no Facebook que "tratar de uma solicitação de entrada na Otan transformaria a Ucrânia em um inimigo potencial da Rússia".

Como já havia manifestado anteriormente, a Otan disse que "as portas permanecem abertas".

"A Ucrânia pode se tornar um membro se cumprir os padrões e princípios necessários", disse um porta-voz em Bruxelas.

Mudanças

Na lei sobre política interna e exterior, o novo documento da Ucrânia inclui uma norma sobre o fortalecimento da cooperação com a Otan "para cumprir os critérios necessários para ser membro desta organização".

Além disso, na lei sobre os princípios da segurança nacional da Ucrânia, foi incorporado um artigo que coloca entre os interesses nacionais prioritários a integração da Ucrânia no espaço político, econômico e jurídico europeu para se tornar membro da União Europeia e da Otan.

Os laços entre a Rússia e a Ucrânia estão abalados desde a queda do presidente ucraniano pró-Moscou Viktor Yanucovich e a anexação da península ucraniana da Crimeia em março pela Rússia.

A Ucrânia e seus aliados --como os EUA e a Europa-- acusam a Rússia de apoiar e armar os separatistas pró-russos do leste, algo que Moscou nega.

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