Austrália homenageia mortos sob temor de ameaça terrorista

Primeiro-ministro alertou que uma ameaça terrorista aumentou no país depois da violenta tomada de reféns em uma cafeteria de Sydney, e que um atentado é provável mais ou menos em curto prazo

iG Minas Gerais | AFP |

O primeiro-ministro australiano Tony Abbott alertou nesta terça-feira (23) a seus compatriotas que uma ameaça terrorista aumentou no país depois da violenta tomada de reféns em uma cafeteria de Sydney, e que um atentado é provável mais ou menos em curto prazo.

O alerta foi feito durante a homenagem prestada aos dois reféns que morreram na tragédia ocorrida há uma semana na maior cidade do país.

Tori Johnson, de 34 anos, e Katrina Dawson, de 38, morreram durante o ataque policial na madrugada de 16 de dezembro na cafeteria Lindt, onde Man Haron Monis, um homem de origem iraniana e com passado violento, sequestrou 17 funcionários e fregueses.

O agressor obrigou os reféns a colocar na vitrine uma bandeira negra geralmente utilizada por grupos jihadistas.

Monis também morreu neste episódio dramático para o país. Apesar de dezenas de australianos morrerem nos atentados de 11 setembro de 2001 nos Estados Unidos e em Bali, Indonésia, em 2002 e 2005, até agora não havia acontecido nenhum ato terrorista em território nacional.

Tony Abbott insistiu que os australianos a partir de agora estão expostos a eventuais ataques.

As comunicações terroristas se intensificaram depois da tomada de reféns e é crucial que "a população redobre as precauções", declarou depois de uma reunião do conselho interministerial de segurança nacional.

"O nível de ameaça terrorista continua sendo elevado e, como podem compreender, neste nível um atentado é possível", acrescentou.

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