Ambientalista concorda com liberação do Hospital Oncomed

Relator do Comam que deu parecer favorável não vê riscos ao meio ambiente nem ao patrimônio

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Henrique Damásio. O analista ambiental Henrique Damásio representa a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e também fez o pedido de revisão. “O intuito é ter mais detalhes sobre o processo para poder ter maior segurança jurídica durante a votação. Saber mais detalhes, pegar o processo inteiro e analisá-lo para a segurança na hora do voto”, explicou.
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Henrique Damásio. O analista ambiental Henrique Damásio representa a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e também fez o pedido de revisão. “O intuito é ter mais detalhes sobre o processo para poder ter maior segurança jurídica durante a votação. Saber mais detalhes, pegar o processo inteiro e analisá-lo para a segurança na hora do voto”, explicou.

O relatório do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Belo Horizonte (Comam) que foi favorável ao licenciamento do Hospital Oncomed BH no bairro Mangabeiras, na região Centro-Sul, foi motivado, principalmente, pela atual degradação do imóvel existente na área. O conselheiro escolhido como relator do projeto foi o ambientalista Homero Brasil Filho, que é diretor de Parques da Área Sul e representante da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte no Comam. “Não há nada mais antiambiental do que uma estrutura abandonada”, disse.

Para Brasil, a cidade também precisa de mais leitos. “Ali será um hospital de oncologia, mas terão também leitos para cardiologia e oftalmologia. Então, essa decisão foi em solidariedade a todos aqueles que perambulam pelos hospitais procurando leitos para um familiar”.

Em sua fala na última reunião do Comam, realizada no dia 17 deste mês, Homero Brasil ressaltou a atenção que o projeto do hospital dá à estética do novo prédio. Ele explicou que será usado um tipo de aço escuro na fachada que parece uma integração à serra do Curral, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Nessa mesma data, quatro conselheiros pediram vistas do projeto (veja a opinião de três deles abaixo. Ronaldo Vasconcellos não foi encontrado pela reportagem) e com isso, a liberação ambiental para a instalação do hospital vai demorar mais um mês.

O Oncomed BH pretende aproveitar o terreno do antigo Hospital Hilton Rocha, desativado há dois anos e adquirido em leilão judicial. Para atender as regras estabelecidas, o plano da nova unidade foi alterado três vezes. “Não há restrição de nenhum órgão municipal. Organizações não governamentais ambientais e a maioria dos moradores apoiam o projeto”, destacou o diretor da unidade e presidente do Conselho Superior da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Roberto Porto Fonseca.

RegRA. Como já é previsto no regimento do Comam, qualquer conselheiro pode pedir vistas de um projeto. Assim, mesmo com o relatório favorável apresentado por Brasil, somente na próxima reunião marcada para o dia 27 de janeiro e com a apresentação da nova avaliação dos quatro conselheiros é que a proposta seguirá para votação.

O conselho funciona com 15 membros titulares e 15 suplentes. As vagas são divididas entre representantes de órgãos públicos e sociedade civil, sendo que todos apreciam pedidos de licenciamento ambiental. Para a aprovação de um projeto, é necessário a maioria simples (oito conselheiros), e os relatores são escolhidos para representar todo o Comam. No caso do Oncomed, os quatro conselheiros poderão apresentar um parecer conjunto ou individual.

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