Nome passará por crivo do MP

Dilma Rousseff anuncia que pretende consultar Ministério Público antes de fazer nomeação

iG Minas Gerais |

Resposta. Em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff criticou os ataques da oposição e afirmou que é preciso “saber perder”
Roberto Stuckert Filho/PR
Resposta. Em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff criticou os ataques da oposição e afirmou que é preciso “saber perder”

Brasília. A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem que irá consultar o Ministério Público para confirmar a nomeação de novos indicados para seu ministério. Em café da manhã com jornalistas, Dilma confirmou anunciará os nomes até o próximo dia 29 e que irá consultar se há algo contra alguns dos nomeados. “Eu vou perguntar: ‘há algo contra fulano que me impeça de nomeá-lo?’ Só isso. Eu não quero saber o que ele (o Ministério Público) não pode me dizer”, afirmou a presidente. “Eu consultarei o Ministério Público mais uma vez, para qualquer pessoa que eu for indicar”, completou.

Dilma disse ainda que não tem conhecimento da lista de nomes citados nos processos de delação premiada da operação Lava Jato e lembrou que a lista publicada pelo jornal “Estado de S. Paulo” não é oficial. “Eu só vou achar que é oficial no dia em que o procurador me disser que é oficial”.

Conforme o “Estadão” revelou na última sexta-feira, 19, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou em depoimento 28 nomes de políticos que teriam recebido recursos do esquema de corrupção na Petrobras. Entre eles, o atual ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

Impeachment. Sob ataques da oposição, Dilma disse que não cabe “no Brasil desta década” um impeachment de presidente da República. “Acho que tem de saber perder. Essa história de querer provocar impeachment a cada virada do ponteiro do relógio é um pouco ultrapassada. Não cabe no Brasil desta década”, comentou Dilma.

Após o resultado das eleições presidenciais de outubro, manifestantes foram às ruas das maiores cidades brasileiras pedir o impeachment da presidente. Na semana passada, o PSDB entrou com ação de investigação judicial para tentar cassar o registro de candidatura de Dilma. “Uma campanha eleitoral num regime democrático não é uma guerra, não tem vencido. Quem ganha tem um desafio, tem de governar para todos, não pode ser mesquinho, se apequenar”.

A presidente também falou sobre como deve ser sua relação com o Congresso. “Queremos a melhor relação possível. As eleições do Senado e da Câmara são problema do Congresso, não do governo. Nós somos Executivo, eles são Legislativo. Não temos como interferir nisso. Eu sou a favor de termos harmonia e independência entre os poderes”.

Ao comentar a retomada das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, Dilma falou da relação comercial com os cubanos. “Agora que os Estados Unidos reconheceram (Cuba) parece que eles sancionaram também a legalidade do nosso empréstimo. É ridículo isso, vocês me desculpem. Nós emprestamos porque a melhor forma de se relacionar com Cuba não é o bloqueio, é o investimento. Agora que o porto é o mais perto da Flórida, ficou um must”.

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