Oposição critica Dilma por Graça Foster continuar na Petrobras

Para o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), a manutenção de Graça no comando deixa a empresa sem autonomia para fazer uma investigação sem limites

iG Minas Gerais | Folhapress |

Mensagens encaminhadas a Graça Foster apenas alertariam para riscos de aumentos de preços e prazos
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Mensagens encaminhadas a Graça Foster apenas alertariam para riscos de aumentos de preços e prazos

 Líderes da oposição reagiram nesta segunda-feira (22) às declarações da presidente Dilma Rousseff em defesa da permanência da presidente da Petrobras, Graça Foster, no cargo que ocupa. Para os oposicionistas, Dilma passa a responder diretamente pelas irregularidades na estatal.

"Essa insistência em manter a diretoria caracteriza um vínculo acima do esperado. Diante desse fato, a presidente passa a assumir 100% de tudo o que for praticado na Petrobras pela Graça Foster. Dilma Rousseff passa a responder por tudo o que foi feito por essa quadrilha instalada na Petrobras", disse o líder da minoria no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM -GO).

Para o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), a manutenção de Graça no comando deixa a empresa sem autonomia para fazer uma investigação sem limites. Segundo o tucano, a presidente da empresa foi omissa e conivente com o esquema.

Para o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), a fala de Dilma aumenta o descrédito da empresa e lança dúvida em relação a quem interessa manter Graça na presidência.

"É muito estranha essa insistência em manter a diretoria atual da Petrobras que está desmoralizada. Esse comportamento da presidente Dilma expressa todo o descrédito de uma empresa jogada em um verdadeiro mar de desvios e irregularidades. Qual missão a diretoria está cumprindo? Quem estão querendo proteger o que estão escondendo?", avaliou o parlamentar.

Ministérios

A oposição também criticou a decisão de Dilma de consultar o Ministério Público para fazer indicações para a formação de seu ministério para o segundo mandato.

"Veja a que pontos chegamos. A presidente chega fragilizada ao segundo mandato com a mesma prática de toma lá dá cá para acomodar os aliados em 39 ministérios tendo que consultar o Ministério Público por conta da operação lava jato antes de escolher assessores", disse o tucano.

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