Fora do Mundial de 2015, Muniz se diz feliz por ajudar Medina

O brasileiro eliminou o australiano Mick Fanning, da etapa de Pipeline, no Havaí e tirou as chances do norte-americano de alcançar Medina

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Muniz ficou em 26º no Mundial de Surfe e não conseguiu se manter na 'Série A' do esporte. Em 2015, ele terá que disputar a divisão de acesso
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Muniz ficou em 26º no Mundial de Surfe e não conseguiu se manter na 'Série A' do esporte. Em 2015, ele terá que disputar a divisão de acesso

Um argentino naturalizado brasileiro se tornou uma espécie de ator coadjuvante num dia em que o paulista Gabriel Medina, 20, foi o protagonista ao se tornar o primeiro surfista do país a conquistar o título mundial da modalidade.

Alejo Muniz, 24, nasceu na Argentina, mas cresceu em Bombinhas, Santa Catarina. Em 2005, ele se naturalizou brasileiro.

Na etapa de Pipeline, no Havaí, Muniz não foi uma peça decisiva no título de Medina, que conseguiu chegar até a final, resultado que era o suficiente para ser campeão, mas deu uma ajudinha.

Foi Muniz quem eliminou o australiano Mick Fanning, 33, da última etapa do Mundial e consagrou Medina. Com a desclassificação, Fanning já não tinha como alcançar o paulista na classificação do campeonato.

"Foi incrível ver o Medina campeão. Isso significa bastante para muita gente. Tudo o que eu queria fazer era ajudar o Gabriel de qualquer forma e estou muito feliz por fazer parte disto", disse Muniz.

Antes de vencer Fanning, Muniz havia batido o americano Kelly Slater, 42, 11 vezes campeão mundial, pela terceira rodada.

"Foi um dia especial para mim também. Surfar contra Kelly e Mick foi inacreditável. Eu nunca havia surfado homem a homem com o Kelly antes. Agradeço a Deus que me deu essa chance", afirmou o surfista.

Muniz disputou a sua quarta temporada na elite da modalidade. O seu melhor resultado foi em 2011, quando ficou em décimo lugar na classificação.

Neste ano, o brasileiro não teve um bom desempenho. Foi o 26º colocado e não conseguiu se manter na 'Série A' do surfe. Em 2015, ele terá que disputar a divisão de acesso.

"Eu precisava de mais uma bateria para minha permanência. Eu lutei muito, mas não consegui. Mas ainda voltarei para a elite", disse.

Para Charles, padrasto e técnico de Medina, Muniz tem tudo para voltar.

"Ele foi um gigante. Mostrou que é um grande surfista e não merece sair do Mundial. Ele tem que estar na primeira divisão e brigando por título mundial. Em pouco tempo ele será orgulho para o Brasil e também da Argentina", disse Charles.

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